Ajuda dos países ricos aos mais pobres é "um insulto"


 

Lusa / AO online   Internacional   4 de Dez de 2007, 10:18

Os países ricos devem aumentar a sua ajuda financeira visando permitir aos pobres adaptar-se às alterações climáticas, defendeu a organização Oxfam num relatório divulgado esta terça-feira, qualificando como um "insulto" o nível actual dos donativos.
“Os países ricos não contribuíram com mais de 67 milhões de dólares para o fundo da ONU destinado a ajudar os países mais pobres do Mundo a adaptar-se às alterações climáticas, o que é inferior ao que os norte-americanos gastam por mês em protector solar”, sublinhou a organização humanitária.

A publicação do relatório coincide com a realização, na ilha indonésia de Bali, de uma importante conferência sobre as alterações climáticas.

“Este número representa verdadeiramente um insulto… já que os países menos desenvolvidos terão pelo menos necessidade de um a dois mil milhões de dólares para satisfazer as suas necessidades de adaptação mais urgentes”, indicou a autora do relatório, Charlotte Sterrett, citada num comunicado da Oxfam.

A conferência de “Bali deve atacar com a mesma força as causas e os efeitos”, considerou.

“Mesmo que o Mundo parasse hoje de poluir, as repercussões das alterações climáticas continuariam a fazer-se sentir nos próximos 30 anos. É por isso que é vital que os países ricos ajudem os países em desenvolvimento. Isso lançará o sinal de uma verdadeira intenção de atacar o problema”, acrescentou.

A Oxfam apela em particular à conferência de Bali que “estabeleça um projecto visando a identificação de novos mecanismos de recolha de fundos”.

“Não se trata de ajuda mas de fazer com que os maiores e mais ricos poluidores do planeta paguem os custos que sofrem os países mais vulneráveis”, prosseguiu Sterrett.

A Oxfam avalia em “pelo menos 50 mil milhões de dólares por ano” os custos de adaptação às alterações climáticas nos países em desenvolvimento e “ainda mais se as emissões de gás com efeito de estufa não forem suficientemente reduzidas”.

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