Águas com gás diminuem risco cardiovascular


 

Lusa/Ao online   Nacional   4 de Dez de 2007, 08:34

As águas com gás naturais têm "interesse" não só para a digestão, mas também no combate da fadiga e na diminuição do risco cardiovascular, entre outros efeitos positivos, segundo o médico hidrologista Luís Cardoso de Oliveira.
As águas minerais naturais gasocarbónicas apresentam-se sob a forma de bicarbonatadas sódicas, cálcicas, magnesianas ou mistas.

    Luís Oliveira, presidente do Colégio de Hidrologia Médica da Ordem dos Médicos, defende num documento a que a Agência Lusa teve acesso que o "interesse" dessas águas "estará na razão da presença ou teor destes constituintes, bem como de outros de teor muito mais reduzido, mas inexistentes no organismo, incapaz de os sintetizar e, por vezes, a única fonte de ingestão".

    Segundo o especialista, as águas minerais naturais gasocarbónicas - vulgarmente conhecidas por águas com gás - têm efeitos positivos não só na digestão, mas também no combate/prevenção da fadiga, na dieta, na prevenção da osteoporose na mulher menopáusica, no metabolismo do colesterol, na diabetes e na diminuição do risco cardiovascular.

    Luís Oliveira explica, também, que essas águas ajudam na prevenção da agressão da placa bacteriana nos dentes e têm uma acção de diurese sem favorecer a formação de cálculos renais, além de serem uma fonte de cálcio.

    "As águas gasocarbónicas ainda não têm em Portugal o lugar que devem, na medida em que, para além do seu interesse no mercado da sede, deverão, pelas razões aduzidas, vir a ocupar posição adequada no mercado da alimentação", realça o especialista.

    Luís Oliveira adianta que "as águas gasocarbónicas, recatadas no interior da crosta terrestre, ganham alento" para a saúde das pessoas, considerando que possuem "composições complexas que nas condições naturais não precisaram de estabilizador nem conservante".

    "Protegidas da poluição e de outros factores externos, estas águas de circulação profunda no subsolo percorrem zonas rochosas, permitindo-lhes incorporar no seu percurso vários minerais", explica.

    As águas gasocarbónicas são "diferentes das demais" águas minerais naturais, não só quanto aos paladares, mas também porque "possuem alguns minerais em maior quantidade e diversidade, conferindo-lhes um valor nutricional superior", segundo Luís Oliveira.

    Por isso, defende que essas águas merecem "melhor aproveitamento na preservação da saúde e do bem-estar" das pessoas, uma vez que possuem, nomeadamente, bicarbonato, cálcio e magnésio.

    O bicabornato facilita a digestão, o cálcio é essencial na prevenção da osteoporose e na manutenção óssea e o magnésio reduz a tensão arterial e previne a doença cardiovascular e a diabetes, refere Luís Oliveira no mesmo documento.

    Este médico hidrologista desfaz, assim, alguns "mitos" sobre eventuais riscos do consumo de águas com gás, segundo os quais, por exemplo, as mesmas "descalcificam os ossos" ou "provocam pedras nos rins".

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