Administrador da SATA Bernardo Oliveira preside à Visit Azores de forma provisória

O administrador executivo da SATA Bernardo Oliveira foi designado pelo Governo Regional como presidente da Visit Azores, entidade responsável pela promoção turística no arquipélago, cargo que vai assumir de forma “provisória”



Em comunicado enviado à agência Lusa, a Visit Azores adianta que Bernardo Oliveira vai desempenhar funções “até à realização da próxima Assembleia Geral eletiva, a realizar-se na primeira quinzena do mês maio”.

O “objetivo primordial” da designação é garantir a realização do Congresso da DRV (Deutscher Reiseverband), que vai decorrer entre os dias 15 e 19 de abril, em Ponta Delgada, com “mais de 350 agentes de viagens e operadores turísticos alemães”, de acordo com a nota.

“Trata-se de uma iniciativa de elevada relevância estratégica para a região, considerando o mercado alemão como um dos principais mercados emissores, dirigida a profissionais do setor das viagens e do turismo, cuja concretização se reveste de particular importância, nomeadamente no que respeita à salvaguarda da imagem e reputação da região”, destaca a Visit Azores.

Segundo confirmou o próprio à agência Lusa, Bernardo Oliveira não vai ser remunerado pelo exercício de funções na Visit Azores e vai manter-se como administrador executivo na SATA, onde é responsável pelas áreas comercial, marketing e comunicação.

A 26 de março, Luís Capdville anunciou a saída da presidência da Visit Azores, cargo que ocupava desde julho de 2024.

“Saio com a tranquilidade de quem deu tudo o que tinha para dar aos Açores e com as condições disponíveis. O destino Açores continuará a afirmar-se no mundo porque a sua maior força é aquilo que nunca poderá ser replicado: a sua identidade”, escreveu Luís Capdville na rede social ‘Linkedin’.

A 17 de março, a Polícia Judiciária (PJ) realizou uma operação policial nos Açores e em Lisboa, no âmbito de um inquérito por “suspeitas do favorecimento de uma companhia aérea por parte de uma entidade pública” e constituiu cinco arguidos.

Fonte do executivo adiantou à agência Lusa que as buscas foram realizadas nas instalações da Direção Regional do Turismo (em Ponta Delgada e na Horta) e na Direção Regional do Planeamento e Fundos Estruturais (Angra do Heroísmo).

Em causa estão atos cometidos pela Visit Azores através da alegada “adjudicação indevida de contratos financiados pelo Programa Operacional dos Açores 2030”.


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