Administração da RTP refuta declarações atribuídas pelos trabalhadores ao presidente da estação

Administração da RTP refuta declarações atribuídas pelos trabalhadores ao presidente da estação

 

Lusa/AO online   Regional   26 de Out de 2012, 11:10

A administração da RTP esclareceu esta sexta-feira não ter emitido qualquer opinião pessoal sobre a inconstitucionalidade da criação de uma empresa regional para suceder à RTP Açores, mas apenas informado a Comissão de Trabalhadores (CT) do disposto na Constituição.

Num esclarecimento escrito, o Conselho de Administração (CA) da RTP considera que o comunicado emitido na quinta-feira pela CT da estação pública, após a reunião mensal entre as duas estruturas, não foi “fiel ao que se passou” no encontro.

“A propósito do tema RTP Açores, o CA informou a CT que é inconstitucional que Governos Regionais possam deter, direta ou indiretamente, qualquer órgão de comunicação social de serviço público. Como é óbvio, não se tratou neste ponto de emitir opiniões pessoais dos membros do CA, em geral, ou do seu presidente, em particular, mas de informar a CT sobre o disposto na Constituição da República”, lê-se no comunicado da administração.

Na quinta-feira, a CT havia informado que o novo presidente da RTP, Alberto da Ponte, considerou "inconstitucional" a criação de uma empresa regional para suceder à RTP Açores, caso o Governo decida fechar o canal.

“O presidente do conselho de administração manifestou-se contrário, porque uma tal empresa seria ‘inconstitucional’, garantindo que nunca fará nada que seja inconstitucional e que dirá isso mesmo à tutela se lhe for perguntado”, sustentou a CT em comunicado.

Em causa está a intenção anunciada nos Açores por ambos os candidatos presidenciáveis e, nomeadamente pelo vencedor, Vasco Cordeiro, de criar uma empresa regional sucessora da RTP Açores, caso a tutela avance no sentido de fechar o canal.

Já relativamente à RTP2, a CT diz que Alberto da Ponte afirmou na reunião que é para manter, e “não só com as dotações orçamentais quase simbólicas que têm vindo a público”.

O presidente da RTP alega, contudo, que sobre este assunto o que disse foi que “não há qualquer decisão tomada sobre o formato que assumirá o futuro modelo organizacional da RTP”.

“Não estando ainda analisados pelo acionista todos os cenários possíveis - e só a este cabe tomar a decisão final - a ser para manter, a RTP 2 não terá custos totais na ordem do que tem vindo a público", garante ter afirmado a administração no encontro com os trabalhadores.

No esclarecimento hoje enviado à Lusa, a administração da RTP “lamenta que o comunicado da CT da RTP desvirtue o que foi dito pelo CA durante a reunião”.

Embora manifestando-se “disponível para continuar a reunir mensalmente com a CT num ambiente construtivo e de boa fé”, a administração diz “lamentar a veiculação unilateral de posições, nomeadamente quando estas não correspondem com exatidão aos factos analisados e expressões utilizadas”.

Algo que, sustenta, põe “em causa a paz na empresa, tão necessária neste período de mudanças estruturais”.



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