Açoriano Oriental
Açores/Eleições: PPM diz que Conselho de Ilha do Corvo falou sem ouvir "diferentes sensibilidades"

O PPM dos Açores condenou este domingo declarações de José Manuel Silva proferidas como presidente do Conselho de Ilha do Corvo, referindo que o também presidente da câmara da ilha não ouviu as "diferentes sensibilidades" do órgão.

Açores/Eleições: PPM diz que Conselho de Ilha do Corvo falou sem ouvir "diferentes sensibilidades"

Autor: AO Online/ Lusa

Em nota enviada à agência Lusa, os monárquicos dizem que há "vários membros" do Conselho de Ilha que "não se reveem" nas palavras de José Manuel Silva, e acrescentam que "as declarações proferidas pelo presidente da Câmara Municipal do Corvo constituem apenas a sua opinião pessoal" e estão "claramente veiculadas aos interesses do PS".

Em causa está uma peça da agência Lusa de enquadramento para as eleições nos Açores, marcadas para 25 de outubro, tendo José Manuel Silva sido escutado como presidente do Conselho de Ilha - órgão consultivo do Governo dos Açores - a propósito das prioridades para o Corvo na próxima legislatura.

"Ao longo da atual legislatura o autarca em questão deu pareceres a diversos diplomas oriundos da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, em nome do Conselho de ilha, sem sequer ter reunido o órgão em causa para esse efeito", acusa ainda o PPM, liderado nos Açores por Paulo Estêvão, atual deputado e recandidato ao cargo precisamente pela ilha do Corvo.

Para o PPM, José Manuel Silva não referiu na conversa com a Lusa "muitas outras das reais prioridades da ilha", como a necessidade de "reabilitar a Praia da Areia, que foi alvo de uma desastrosa intervenção".

Mais, "é fulcral implementar o projeto que o PPM fez aprovar na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores" para a "produção de eletricidade produzida a partir de fontes renováveis também na ilha do Corvo", dizem os monárquicos, mas tal não foi referido por José Manuel Silva por ser uma proposta do PPM, acredita o partido.

"É necessário criar incentivos para fixar docentes na ilha do Corvo. Um problema crescente, que se agravará de forma dramática nos próximos anos. Existem dezenas de prioridades que a visão sectária do presidente do Conselho de Ilha/presidente da Câmara Municipal do Corvo/mandatário do PS" não referiu, continua o PPM.

Os Conselhos de Ilha são órgãos consultivos, que juntam representantes de diversos setores da sociedade civil para promover a “pluralidade democrática”, lê-se no decreto legislativo que os regula.

Deles fazem parte autarcas, representantes empresariais, das pescas, da agricultura, de instituições particulares de solidariedade social, de sindicatos, associações ambientalistas, associações de defesa da igualdade de género e da Universidade dos Açores.

Estes órgãos contam ainda com um membro do Governo Regional, que não tem direito a voto, e nele podem participar os deputados eleitos pelo respetivo círculo de ilha, ou pelo círculo regional de compensação, também sem direito a voto.

O Governo Regional dos Açores reúne com cada um dos Conselhos de cada uma das nove ilhas do arquipélago, pelo menos, uma vez por ano.



 
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