Acordo de quotas para 2009 positivo para Portugal -

 Acordo de quotas para 2009  positivo para Portugal -

 

Lusa/AO Online   Economia   19 de Dez de 2008, 16:10

O acordo para as quotas de pesca em 2009 conseguiu "limitar danos" a partir de uma proposta da Comissão Europeia "altamente lesiva" para a frota portuguesa, mas os armadores esperavam melhores resultados em algumas espécies, afirmou um responsável da ADAPI.

 O secretário-geral da Associação dos Armadores da Pesca Industrial (ADAPI), António Cabral, avançou à agência Lusa que a proposta apresentada pela Comissão Europeia "era muito grave e conseguiu-se limitar os danos que teria" para as embarcações portuguesas, nomeadamente na gestão do carapau, onde se manteve a situação de 2008.

    "A Comissão foi obrigada a recuar na sua proposta porque pretendia prejudicar Portugal, mas a ADAPI fez um trabalho de identificação do gravíssimo problema que representava e [o governo] percebeu que o sector tinha razão", tendo defendido a manutenção da forma de gestão da pesca do carapau, especificou António Cabral.

    O conselho de ministros das Pescas da União Europeia alcançou hoje em Bruxelas um acordo sobre a distribuição das possibilidades de pesca para 2009 e Portugal manteve a quota de carapau na sua zona tradicional de captura, aumentou de bacalhau e de pescada.

    O secretário-geral da ADAPI considerou "absurda" a redução do número de dias de pesca de pescada, para 196 dias, "quando os cientistas reconhecem que o stock está em bom estado" e, por isso, foi permitido o aumento da quota de pesca em 15 por cento.

    Os armadores "vão ter dificuldades para planear a pesca em 196 dias em 2009", uma situação que é justificada pelo plano de recuperação da pescada que António Cabral considera "já não faz sentido".

    A distribuição das possibilidades de captura de pescada e de bacalhau na Noruega são dois temas que a ADAPI espera terem a atenção do governo português e dos Estados membros "com sectores de pesca fortes" para "continuarem a pressionar a Comissão" no sentido de alterar uma "política de pesca que é muito restritiva".

    No que respeita ao bacalhau da Noruega, a ADAPI recorda que aquele país decidiu aumentar em 22 por cento a quota de pesca para as suas embarcações, longe dos 13 por cento atribuídos a Portugal.

    Os armadores esperavam "melhores resultados também no verdinho" onde a quebra da quota foi de 53 por cento.

    O presidente da ADAPI, Miguel Cunha, acompanhou as negociações entre os ministros, em Bruxelas.

    O compromisso final entre os ministros contempla manutenção da quota de carapau, de 26 mil toneladas, quando Bruxelas propunha inicialmente uma redução de 38,7 por cento, e a manutenção da zona tradicional de pesca, tendo a Comissão recuado também na sua ideia original de unir duas zonas que colocaria em concorrência directa as frotas portuguesa e espanhola.

    Portugal terá um aumento de quota de 15 por cento na pescada, para 2.420 toneladas e no bacalhau da Noruega a subida será da ordem dos 13 por cento (para 2.605 toneladas) e de 22 por cento no bacalhau de Svalbard (para 1.897 toneladas).

    A prevista redução de 25 por cento na quota para o tamboril ficou nos 10 por cento (para 292 toneladas), igual diminuição registada no lagostim.

   

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