Covid-19

Acesso às discotecas da Madeira vai ser fiscalizado

A Autoridade Regional das Atividades Económicas (ARAE) da Madeira vai fiscalizar as discotecas para evitar "fraudes" nas entradas nestes espaços de pessoas sem vacinação completa contra a Covid-19, anunciou o presidente do executivo.



“Nós [Governo Regional] vamos já iniciar este fim de semana, através da ARAE - já ficam todos avisados - uma fiscalização reforçada nas discotecas”, declarou Miguel Albuquerque aos jornalistas, à margem da visita que efetuou a uma empresa de estruturas metálicas no concelho de Câmara de Lobos.

O chefe do executivo madeirense, de coligação PSD/CDS, recordou que nas entradas nestes espaços de diversão é obrigatória a apresentação do certificado com vacinação completa (duas doses) contra a Covid-19.

“Portanto, não vamos permitir fraudes, se houver fraudes vão ser autuados”, complementou.

O governante referiu que “houve algum facilitismo” nesta área, o que considerou ser “péssimo” para prosseguir o objetivo estabelecido de “manter a sociedade a funcionar com o mínimo de regras preventivas, para as pessoas poderem desenvolver os seus negócios sem ser necessário voltar para atrás”.

“Ninguém tem saudades de ter isto [espaços de diversão noturna] fechado”, sublinhou, acrescentando que os “proprietários das discotecas têm de colaborar porque é a salvaguarda dos seus negócios que está em causa”.

Albuquerque apontou que a exigência da vacinação completa para entrar nas discotecas “tem sido uma medida importante para os jovens" se vacinarem.

“Não queremos perseguir ninguém, mas, não queremos voltar para atrás”, reforçou.

O líder do executivo lembrou a exigência dos testes rápidos para as pessoas que participem nas festas de finalistas das escolas secundárias da região, que tradicionalmente acontecem nesta altura do ano.

“Quero alertar os organizadores que é fundamental fazer teste rápido. Vamos pedir fiscalização”, referiu, apelando ao “sentido responsabilidade” porque é impossível “ter um fiscal em cada esquina”.

Albuquerque destacou que as autoridades regionais e o setor da saúde estão concentrados, “prioritariamente, em ter a maioria da população vacinada”.

“Acho que é necessário prosseguirmos uma política de vacinação intensiva, ou seja, continuar a apelar às pessoas para se vacinarem e as com mais de 60 anos ou que tenham patologias associadas a levarem a terceira dose”, destacou.

Miguel Albuquerque argumentou que “neste momento estão a acabar os prazos da segunda vacina”, indicando ser “importante ter a noção de que é preciso manter alguns cuidados e medidas preventivas”.

Segundo os dados divulgados no domingo pela Direção Regional de Saúde da Madeira, o arquipélago tem atualmente 334 casos ativos de infeção por SARS-CoV-2 e 12 pessoas hospitalizadas no Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, duas delas em cuidados intensivos. Há 78 óbitos associados à doença.


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