Acessibilidades aéreas aos Açores não se esgotam na SATA, diz Vasco Cordeiro

Acessibilidades aéreas aos Açores não se esgotam na SATA, diz Vasco Cordeiro

 

Lusa/Ao online   Regional   17 de Fev de 2019, 09:25

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, lembrou este domingo que as acessibilidades aéreas à região não se esgotam na SATA, valorizando o trabalho da companhia aérea na melhoria do seu serviço.

“Aquilo que está a ser feito, e o mandato claro que existe, é o de melhorar a situação da companhia do ponto de vista do serviço prestado, da própria sustentabilidade da sua operação, e nós acreditamos que esse é um trabalho que vai ser bem-sucedido”, declarou o chefe do executivo açoriano.

Vasco Cordeiro falava à agência Lusa, RTP e Antena 1 no final de cinco dias de visita oficial à Califórnia, tendo a transportadora aérea açoriana sido tema recorrente nos contactos com a diáspora daquele estado norte-americano.

“A SATA mantém, é um objetivo estratégico, a ligação com a diáspora”, mas “não se pode pedir” à empresa aquilo que não se exige a mais nenhuma companhia neste mundo”, prosseguiu Vasco Cordeiro, lembrando os “desafios” da transportadora aérea e as suas “circunstâncias próprias”, desde logo a reduzida frota para voos de e para fora do arquipélago.

“O trabalho de acessibilidades à região conta com a SATA, mas não se esgota apenas na SATA”, declarou ainda o governante, lembrando a ligação aérea da Delta que existe entre Nova Iorque e Ponta Delgada.

Outro tema abordado ao longo dos dias na Califórnia foi o acordo de cooperação e defesa com os Estados Unidos, nomeadamente no que refere ao uso da base das Lajes, na ilha Terceira.

“A minha posição em relação ao acordo de cooperação e defesa neste momento é clara, já a tornei pública várias vezes. Esse é um assunto que, antes de ser colocado aos estados Unidos, há um conjunto de aspetos que têm de ser clarificados internamente entre o Estado, Governo da República e Governo Regional”, disse Vasco Cordeiro sobre a base e uma eventual avaliação e renegociação do acordo.

De todo o modo, o governante defendeu que a visita aos Estados Unidos não se devia ocupar de “matérias que têm numa primeira fase que ser tratadas dentro” de Portugal, como é o caso.

O chefe do executivo açoriano regressa hoje ao arquipélago depois de uma visita oficial de cinco dias ao estado norte-americano da Califórnia, intercalando contactos oficiais, políticos e económicos com encontros com comunidades açorianas.

Segundo dados oficiais, a população de origem portuguesa no estado é de cerca de 345 mil pessoas, estimando-se que cerca de 70% seja oriunda dos Açores.

Nesta deslocação oficial, o presidente do Governo dos Açores esteve acompanhado pelo secretário regional com a tutela das Relações Externas, Rui Bettencourt, e por deputados do PS e PSD à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

A diferença horária na Califórnia é de oito horas a menos para Portugal continental e sete horas para os Açores.




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