Abbas reúne-se com responsáveis do Hamas pela primeira vez desde Junho

Abbas reúne-se com responsáveis do Hamas pela primeira vez desde Junho

 

Lusa / AO online   Internacional   2 de Nov de 2007, 11:48

O presidente da Autoridade Palestiniana (ANP), Mahmud Abbas, reuniu-se ersta sexta-feira com responsáveis do Hamas, na Cisjordânia, pela primeira vez desde que o movimento islamita tomou o poder na Faixa de Gaza, em Junho, segundo fonte da presidência.
O líder do partido nacionalista Fatah, Mahmud Abbas, reuniu-se no seu gabinete com Nasereddine Al-Chaer, ex-vice-primeiro-ministro no primeiro governo liderado pelo Hamas, e com Faraj Rumana e Hussein Abu Kweik, dois outros responsáveis do movimento, na Cisjordânia, adiantou.

Antes do encontro, os três responsáveis participaram, juntamente com Abbas, nas orações de sexta-feira, na Muqaata, quartel-general da Autoridade Nacional Palestiniana em Ramallah.

Quarta-feira, Rumana e Abu Kweik demarcaram-se, em conferência de imprensa, em Ramallah, das declarações de um líder do Hamas, proferidas em Gaza, que prometeu que o seu movimento tomaria também o controlo da Cisjordânia.

O presidente palestiniano recusara, até à data, qualquer diálogo com o Hamas se este não cedesse o controlo da Faixa de Gaza, território conquistado à força, a 15 de Junho, depois de derrotados os serviços de segurança fiéis à Fatah.

O porta-voz da presidência palestiniana, Nabil Abu Rudeina, afirmou hoje que Abbas "não tem problemas" com o Hamas, como movimento, mas sim com os seus dirigentes, em Gaza, "que se desviaram do caminho através de um golpe de Estado".

"Não nos devemos deixar arrastar por guerras internas. Como disse o presidente Abbas, o Hamas faz parte do povo palestiniano. O nosso problema é com um pequeno grupo que se rebelou contra a autoridade legítima", afirmou Abu Rudeina à agência France Presse (AFP).

"É necessário pôr fim ao golpe de Estado e cerrar fileiras em torno do presidente legítimo Mahmud Abbas", adiantou.

O porta-voz do Hamas em Gaza minimizou o alcance da reunião de Ramallah.

"Eles rezaram com o presidente Abbas que os convidou para tal, juntamente com outras personalidades islâmicas. Não foi mais do que isso, e não tem nada a ver com um diálogo", afirmou.
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.