Europeu2008

A "trágica" possibilidade de agrupar com Grécia, França e Itália

A "trágica" possibilidade de agrupar com Grécia, França e Itália

 

Lusa/AO   Futebol   1 de Dez de 2007, 19:46

Portugal não poderá ter mais azar no sorteio, em Lucerna, na Suíça, do que apanhar a selecção helénica, que lhe roubou a glória, a gaulesa, carrasca de três meias-finais, e a transalpina, um obstáculo simplesmente intransponível.
A selecção portuguesa de futebol pode encontrar na primeira fase do Euro2008, e no pior cenário, três adversários “malditos”, dois de sempre, a Itália e a França, e um contemporâneo, a Grécia.
À luz da história, Portugal não poderá ter mais azar no sorteio, em Lucerna, na Suíça, do que apanhar a selecção helénica, que lhe roubou a glória, a gaulesa, carrasca de três meias-finais, e a transalpina, um obstáculo simplesmente intransponível.
No pote dos cabeças-de-série, e além dos helénicos, consta ainda a poderosa Holanda e as anfitriãs Suíça e Áustria, enquanto do pote 2 Portugal ficaria bem melhor servido com Suécia, Croácia ou República Checa e do 4 com Polónia, Turquia ou Rússia.
Mesmo sem a categoria da Holanda, no pote dos cabeças-de-série, a Grécia é, para a equipa lusa, o adversário que piores recordações trás, face à derrota, bem presente, na final do Europeu de 2004, realizada em pleno Estádio da Luz, em Lisboa.
Depois do desaire no jogo de abertura da mesma competição, a 12 de Junho, no Dragão (1-2), Portugal, mais unido que nunca em torno da sua selecção, ansiava por vingança, mas, sobretudo, por conseguir o maior feito da sua história, conquistar, finalmente, um título.
Mas, e depois da desilusão a abrir, Portugal voltou a falhar, agora com contornos irreversíveis: um golo de Angelos Charisteas, na sequência de um canto, foi o suficiente para os surpreendentes gregos “cancelarem” a festa anunciada e deixarem em lágrimas um país.
Em termos globais, a equipa lusa tem, ainda assim, um balanço praticamente “nulo” com os gregos (quatro vitórias, quatro empates e quatro derrotas, com 15-16 em golos), que vencem, porém, nos jogos oficiais (quatro vitórias, um empate e apenas uma derrota).
Se a Grécia é indesejável, mais ainda o é a França, que roubou a Portugal a presença em três finais: 3-2, após prolongamento, no Euro84, em Marselha, 2-1, também em tempo extra e com um golo de “ouro”, no Euro2000, em Bruxelas, e 1-0 no Mundial2006, em Munique.
Em 1984, um “bis” de Domergue e um golo de Michel Platini arruinaram a noite de Jordão (dois golos, um já no prolongamento), e, nas outras meias-finais, foi Zinedine Zidane o “carrasco”, sempre de grande penalidade... qual delas (a mão de Abel Xavier ou a falta de Ricardo Carvalho sobre Thierry Henry) a mais evitável.
Estes três tristes episódios não foram, porém, isolados, já que estão incluídos num lote de oito triunfos consecutivos, nos derradeiros oito jogos entre as duas equipas: Portugal ganhou pela última vez a 26 de Abril de 1975, num particular realizado em Paris.
Se os números totais com os gauleses (cinco vitórias, um empate e 16 derrotas, com 27-45 em golos) são “trágicos”, o panorama é semelhante em relação à Itália, formação face à qual a equipa das “quinas” apenas ganhou quatro vezes e empatou duas, em 23 jogos.
Contra o conjunto transalpino, que nunca encontrou em fases finais, o registo piora nos jogos oficiais (um triunfo e cinco derrotas) e é penoso em termos de embates fora ou em campo neutro (dois empates e 11 derrotas, com 6-32 em golos).
Frente à Itália, a selecção das “quinas” não ganha em jogos oficiais desde o primeiro jogo (3-0 em Lisboa, a 26 de Maio de 1957) e, incluindo os particulares, triunfou a última vez a 22 de Dezembro de 1976 (2-1 em Lisboa): depois disso, seguem-se 10 sem ganhar (um empate a zero, na US Cup, em 1992, entre nove derrotas).
No que respeita ao pote 1, a Holanda é um adversário que trás excelentes recordações a Portugal, que bateu a formação “laranja” em quatro dos seis jogos oficiais realizados, com destaque para o 2-1 nas meias-finais do Euro2004 e o 1-0 nos “oitavos” do Mundial2006.
Frente à Áustria, o balanço nos jogos a “sério” é “nulo” (duas vitórias, dois empates e duas derrotas), apesar de incluir um pesado desaire por 9-1, em 1953, e contra a Suíça ligeiramente favorável (três vitórias, quatro empates e duas derrotas).
Entre as selecções do pote 2, Portugal bateu a Croácia na fase de grupos do Euro96 (3-0), perdeu com a República Checa nos quartos-de-final da mesma prova (1-0, materializado por um chapéu de Karel Poborsky) e, face à Suécia, que vai encontrar na fase de qualificação para o Mundial de 2010, venceu apenas dois de oito jogos oficiais.
Em relação ao pote 4, a Turquia seria o mais desejado (quatro triunfos em outros tantos jogos a “doer”, incluindo o 2-0 nos “quartos” do Euro2000), mas a Rússia também não seria má escolha (7-1 na qualificação para o Mundial2006, após 2-0 na fase final do Euro2004), bem como a Polónia, apesar da recente derrota em Chorzow.
Na primeira fase (07 a 18 de Junho), Portugal jogará na Suíça se ficar nos grupos A (Genebra e Basileia) ou C (Berna e Zurique) e na Áustria se for sorteado para os agrupamentos B (Viena e Klagenfurt) e D (Salzburgo e Innsbruck).
O sorteio, com início marcado para as 12:00 locais (11:00 em Lisboa), começará pelo pote 1: a Holanda e a Grécia, na qualidade de cabeças-de-série, irão para as posições 1 dos grupos C e D, já que a Suíça (A1) e a Áustria (B1) já têm as colocações definidas.
Depois, serão sorteadas as equipas do pote 4, seguindo-se as do 3, que inclui, além de Portugal, a Roménia, a Alemanha e a Espanha, e, finalmente a do 2, sendo que, após a saída de cada selecção, será determinada a sua posição no agrupamento.
Os dois primeiros de cada um dos quatro agrupamentos seguem para os quartos-de-final (19 a 22 de Junho, em Viena e Basileia), estando as meias-finais marcadas para 25 e 26 (Basileia e Viena) e a final agendada para 29 (Viena).
No sorteio de hoje, Portugal vai estar representado por sete elementos, incluindo o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl, o director desportivo, Carlos Godinho, e o seleccionador nacional, o brasileiro Luiz Felipe Scolari.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.