Acidente

18 trabalhadores resgatados do molhe da Foz do Douro por helicóptero

18 trabalhadores resgatados do molhe da Foz do Douro por helicóptero

 

Lusa/AO online   Nacional   19 de Ago de 2008, 12:06

Dezoito trabalhadores da construção dos molhes do Douro que tinham ficado segunda-feira isolados, devido à subida da maré acompanhada por marés vivas, foram retirados por dois helicópteros, um da Força Aérea e outro da Protecção Civil.
Os quatro primeiros trabalhadores a serem retirados foram transportados pelo helicóptero da Protecção Civil e os restantes por um da Força Aérea.

    A evacuação pôs termo a um isolamento de quatro horas dos trabalhadores, que se viram retidos na extremidade de um dos molhes que estão em construção na Foz do Rio Douro.

    Os homens, que se encontravam a trabalhar na construção de um farol a localizar naquela extremidade, foram surpreendidos pela subida das águas do mar, acompanhada de uma forte ondulação - a previsão meteorológica apontava ondas de três metros.

    O comandante Martins dos Santos, da Autoridade Marítima do Norte, adiantou que nenhum dos trabalhadores sofreu ferimentos, apenas a ansiedade normal de terem estado isolados durante várias horas.

    O oficial referiu que, num primeiro momento, foram feitas tentativas de evacuação por via marítima, nomeadamente com recurso a semi-rígidos do Instituto de Socorros a Náufragos da Foz e da Capitania mas "o mar não deixou".

    As autoridades aguardaram que o mar acalmasse mas, como tal não aconteceu, e, com o aproximar da noite, aumentou a ansiedade dos trabalhadores, optaram pelo recurso aos meios aéreos.

    A operação decorreu com toda a normalidade, tendo os trabalhadores sido resgatados individualmente e transportados para o aeroporto de Sá Carneiro.

    Foi destacada para o local uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica como medida de prevenção.

    Questionado sobre se os trabalhadores deveriam estar àquela hora no local face às previsões meteorológicas, o comandante Martins dos Santos sustentou que "estas situações devem ser ponderadas e as autoridades devem tomar as decisões quando devem ser tomadas".

    "As avaliações de risco devem ser feitas pelas empresas em cada situação", frisou, acrescentando que a empresa está acompanhar a situação a partir do estaleiro.

    A zona do Passeio Alegre foi inundada por largas centenas de curiosos, que entretanto foram desmobilizando, sob grande aparato policial.

    Os molhes são uma obra do Instituto Portuário dos Transportes Marítimos e estão a ser executados por um consórcio liderado pela Somague.

    A empresa construtora não prestou declarações sobre o incidente.

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