Washington pode ajudar a resolver crise dos reféns na Colômbia


 

Lusa/AO   Internacional   26 de Set de 2007, 08:15

O presidente venezuelano Hugo Chavez afirmou terça-feira que Washington pode ajudar a resolver a crise dos reféns na Colômbia, entre os quais estão três cidadãos norte-americanos.
“O governo dos Estados Unidos pode ajudar bastante”, afirmou Hugo Chavez, durante um encontro no palácio presidencial de Miraflores com as famílias dos três reféns norte-americanos.

    Hugo Chavez anunciou igualmente que vai reunir-se com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, depois de um encontro com o número dois das FARC, Raul Reyes, previsto para 08 de Outubro, tendo em vista um acordo humanitário.

    “Vou reunir-me com o presidente Uribe entre 08 e 12 de Outubro”, acrescentou o chefe de Estado venezuelano.

    Os três norte-americanos, Marc Gonçalves, Thomas Howe e Keith Stannsen, colaboradores do departamento de Estado norte-americano, estão nas “mãos” das FARC desde Fevereiro de 2003 depois de ter sido abatido o avião, a bordo do qual efectuavam uma missão anti-droga.

    Os Estados Unidos têm actualmente em detenção dois líderes guerrilheiros, "Sonia" e "Simon Trinidad", cuja libertação é exigida pelas FARC no âmbito da troca de 500 guerrilheiros por 45 reféns, entre os quais a franco-colombiana Ingrid Betancourt e os três norte-americanos.

    Encarregue pelo governo colombiano de ajudar no processo de negociação, Piedad Córdoba deslocou-se no final da última semana aos Estados Unidos para se reunir com as famílias norte-americanas.

    A senadora também se deslocou a Washington para organizar uma eventual reunião entre uma delegação do Congresso norte-americano e Hugo Chavez, no âmbito da sua mediação.

    Acompanhada pelo embaixador venezuelano Bernardo Alvarez, a senadora deve regressar hoje a Bogotá para se reunir com o alto-comissário para a paz, Luis Carlos Restrepo, antes de regressar quinta-feira aos Estados Unidos.

    A visita a Caracas dos familiares dos reféns norte-americanos deve igualmente servir para lançar uma campanha internacional com o nome: “Uma abertura para a mudança”.

    Yolanda Pulencio, mãe de Ingrid Betancourt, e o ministro dos negócios estrangeiros da Venezuela, Nicolas Maduro, devem igualmente participar no evento.

    Segunda-feira, o embaixador norte-americano em Bogotá, William Brownfield, anunciou que o governo norte-americano está disposto a ouvir as condições “concretas” colocadas pelas FARC para a libertação dos seus cidadãos.
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