Vulcanólogo defende criação de parque geotérmico nas Furnas

Vulcanólogo defende criação de parque geotérmico nas Furnas

 

Lusa/AO Online   Regional   1 de Dez de 2013, 12:52

O vulcanólogo Vítor Hugo Forjaz defende a criação de um parque geotérmico que compreenda o vale das Furnas e toda a zona sul até à freguesia da Ribeira Quente, concelho da Povoação, ilha de São Miguel.

É nas Furnas, que atrai anualmente milhares de turistas, que se realizam os tradicionais cozidos em vapores geotérmicos, possuindo a freguesia grande potencial térmico, científico e flora invulgar. “O parque geotérmico não é nenhuma invenção minha, sendo uma estrutura turística e científica que existe em vários países como o Japão, Indonésia, Itália ou Grécia”, diz Vítor Hugo Forjaz, em declarações à agência Lusa. O cientista, que esteve na origem do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores, refere que “apenas se pretende transplantar para os Açores uma ideia ‘sui generis’ na região, que contempla uma zona onde as pessoas, para além de observarem fumarolas e águas termais, podem relacionar as mesmas com atividades científicas e lúdicas”. “No caso concreto dos Açores, o parque geotérmico está a ganhar balanço, uma vez que ainda não há dinheiro disponível, apesar das verbas não serem elevadas. Será numa segunda fase que se lançará o início da tarefa. Mas ele mantém-se”, afirma. O vulcanólogo explica que, em termos de dimensão, o parque geotérmico compreende uma área retangular com dois quilómetros de largura e oito de extensão que contempla a zona submarina da Ribeira Quente e a própria freguesia, terminado numa zona próxima do Pico do Ferro, na periferia das Furnas. “Claro que o parque geotérmico se sobrepõe a uma parte do geoparque e do parque natural, mas é muito vulgar noutros locais do mundo existirem sobreposições ao mesmo tempo, sendo a área tratada de outra forma. No caso de São Miguel, não há colisões desde que haja civismo e respeito pela atividade de cada um”, defende. Vítor Hugo Forjaz considera que “o parceiro natural é a Câmara Municipal da Povoação, que pode não se mostrar interessada nesta altura por ter outros compromissos mais urgentes”, admitindo a existência da criação de uma outra entidade para a sua gestão. O vulcanólogo defende “um turismo que tem que preservar a natureza, uma vez que este é um conceito moderno e cada vez mais premente”. O cientista identifica como potenciais fontes de receita do parque geotérmico a aplicação de taxas, de bilheteira, publicações e desenvolvimento de atividades várias. Vítor Hugo Forjaz refere que a criação do parque geotérmico envolve economistas, arquitetos e geólogos de vulcanismo num processo que deverá levar cerca quatro anos a concretizar.


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