Vozes contra a austeridade vão fazer-se ouvir em 20 países europeus

Vozes contra a austeridade vão fazer-se ouvir em 20 países europeus

 

Lusa/AO online   Economia   12 de Nov de 2012, 08:21

Vinte países, entre os quais Portugal, vão juntar-se, na quarta-feira, à jornada de luta europeia contra a austeridade e a favor do emprego, que inclui greves, manifestações, ações de protesto e reuniões em várias cidades da Europa.

A jornada europeia de ação e solidariedade, organizada pela Confederação Europeia dos Sindicatos (CES), tem como lema “Pelo emprego e a solidariedade na Europa, não à austeridade” e vai mobilizar cerca de 40 organizações sindicais.

Além dos 20 países em que as vozes contra a austeridade se vão fazer ouvir na quarta-feira, há outros três que também se associam à jornada de luta, mas onde as ações de protesto decorrerão mais tarde: Suíça (quinta-feira), Eslovénia e República Checa (sábado, em ambos os casos).

“A jornada tem como objetivo transmitir uma mensagem comum em defesa do crescimento e emprego e contra a austeridade. Estou convencida de que se tivermos uma grande ação em toda a Europa, tal poderá fazer a diferença”, afirmou a secretária-geral da CES, Bernadette Ségol, em entrevista à agência Lusa, em Bruxelas.

Bernadette Ségol disse que "no final de junho houve alguma esperança, porque a ideia de crescimento e emprego foi reconhecida pelo Conselho Europeu". No entanto, "os atos não seguiram as palavras" e a CES "não vê os governos a agir”.

Para quarta-feira, estão marcadas greve gerais de 24 horas contra a austeridade em Portugal e Espanha, enquanto em Itália e na Grécia decorrerão paralisações de quatro e três horas, respetivamente.

Também em Vilnius, Lituânia, haverá uma greve, mas apenas abrangerá o setor dos transportes.

Em várias cidades europeias decorrerão ações de sensibilização e/ou de protesto contra as políticas de austeridade e em defesa do emprego.

Na capital belga haverá uma manifestação junto à Comissão Europeia e, em França, estão previstas 25 manifestações “pelo emprego e a solidariedade na Europa”.

Na Suíça, estão agendadas manifestações junto a embaixadas e à representação permanente da União Europeia e, na Polónia, decorrerão manifestações em várias cidades “em defesa do trabalho digno”.

Da Alemanha, Reino Unido, Holanda, Áustria, Dinamarca e Suécia sairão mensagens de solidariedade para com os trabalhadores dos países europeus que estão a ser afetados por medidas de austeridade.

Na Bulgária, decorrerão em várias cidades fóruns para discutir temas laborais, em Malta está previsto um seminário sobre o emprego e na Letónia jovens sindicalistas serão recebidos pelo presidente do parlamento para discutir o emprego e a educação dos jovens.

Na Finlândia, os sindicatos organizam várias ações para apelar ao respeito pelos trabalhadores na Europa e farão chegar ao comissário europeu dos Assuntos Económicos um conjunto de reivindicações, enquanto no Luxemburgo uma delegação sindical será recebida pelo primeiro-ministro, Jean-Claude Juncker, que é também o líder do Eurogrupo (ministros das Finanças da zona euro), para discutir as alternativas que existem para sair da crise.


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