De acordo com o balanço oficial, 6.462 pessoas foram resgatadas e 16.309 ficaram sem casa, pelo que foram criados 80 acampamentos temporários.
O presidente do parlamento, que é também irmão da presidente em exercício, Delcy Rodríguez, indicou na rede social Telegram que se contabilizaram 856 edifícios afetados e 190 desmoronados.
O número de cidadãos portugueses que morreram no duplo sismo subiu hoje para 93, havendo 80 que tinham também a nacionalidade venezuelana, divulgou o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Por faixa etária, 17 são crianças e 76 são adultos. Continuam desaparecidos 57 cidadãos portugueses, segundo a mesma fonte.
Atualmente, há 3.281 socorristas internacionais e 26.984 voluntários registados, segundo as autoridades venezuelanas, que disponibilizaram um número de telefone e uma plataforma digital para comunicar desaparecidos, mas ainda não atualizaram o número de pessoas cujo paradeiro é desconhecido.
Até quinta-feira, 25 de junho, um dia após os sismos, havia pelo menos 157 pessoas desaparecidas, de acordo com dados oficiais.
Por seu lado, a líder da oposição e Prémio Nobel da Paz María Corina Machado, está a promover um ´site´ desenvolvido por técnicos e pela sociedade civil para que as pessoas possam comunicar o desaparecimento dos seus familiares, refere a agência EFE.
Até ao momento, a plataforma regista 39.161 pessoas "a localizar", mas as Nações Unidas estimam que o número de pessoas desaparecidas ronde 50 mil.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Desde a ocorrência dos sismos de grande magnitude foram também registadas 942 réplicas, segundo as autoridades.
Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes e uma das mais afetadas.
Este duplo sismo é o mais mortífero que a Venezuela viveu no último século.
Cinquenta e nove anos antes, em julho de 1967, ocorreu nas proximidades de Caracas um sismo que causou a morte de 245 pessoas, feriu milhares e provocou danos materiais muito avultados.
Os recentes sismos afetaram Caracas e outros seis estados do norte do país, dos quais o mais atingido foi La Guaira, uma zona costeira que já tinha vivido uma tragédia devido a um deslizamento de terra em 1999, que causou milhares de mortos.
Hoje, quando se completam dez dias desde a ocorrência dos sismos, a Venezuela avalia os danos causados às infraestruturas e tenta acelerar os trabalhos de remoção dos escombros, enquanto as probabilidades de resgate de sobreviventes se reduzem ao mínimo.
As autoridades decretaram sete dias de luto nacional.
Venezuela/Sismo: Número de mortos sobe para 2.954
O número de mortos devido aos terramotos ocorridos no dia 24 de junho na Venezuela aumentou para 2.954, e o número de feridos subiu para 16.592, indicou o presidente do parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez.
Autor: Lusa
