Nova tecnologia na Vasp

Vasp disponibiliza jornais estrangeiros no dia de capa e possibilita conteúdos próprios para Portugal


 

Lusa/AO   Economia   3 de Out de 2007, 10:02

A distribuidora de jornais e revistas Vasp passou a disponibilizar títulos estrangeiros ao mesmo tempo que no país de origem graças a tecnologia que possibilita também criar conteúdos próprios para Portugal, disse hoje à Lusa o director-geral.
O novo equipamento, que é hoje apresentado, implica utilizar impressão digital, permitindo ter, em tempo real, jornais estrangeiros que, "em circunstâncias normais, não chegavam a Portugal ou chegavam muito tarde", explicou José Carlos Lourenço.

    Títulos como o Folha de São Paulo, o Washington Post ou o Evening Standard "demoravam um dia a chegar [a Portugal] devido à diferença horária" e porque "tinham de ser transportados por avião ou via terrestre", mas "agora são impressos ao mesmo tempo" que nos países de origem, neste caso, no Brasil, Estados Unidos ou Inglaterra.

    Esta tecnologia, fornecida pela Xerox, "possibilita ainda fazer conteúdos ou publicidade só para Portugal", admitiu o responsável, exemplificando com manchetes específicas para o país ou anúncios a marcas portuguesas.

    "Até agora os editores ainda não mostraram interesse, porque o projecto é muito embrionário, mas a expectativa é que isso aconteça", reconheceu José Carlos Lourenço.

    Segundo avançou o director-geral da Vasp, a empresa portuguesa foi “das primeiras no mundo a avançar com este formato [impressão digital]”, sendo actualmente a maior fornecedora mundial com “quatro a seis mil exemplares diários".

    As impressoras habituais dos jornais "só são rentáveis se imprimirem, pelo menos, alguns milhares de exemplares, mas estas servem para imprimir apenas algumas centenas" de unidades, o que é ideal para este tipo de projecto que é orientado para as comunidades, imigrantes, estrangeiros residentes e portugueses consumidores de imprensa internacional, ou seja, para pequenas tiragens.

    O investimento, que rondou um milhão de euros, visou “reinventar o negócio do papel” e “encontrar novas formas de gerar valor”, adiantou o director-geral, reconhecendo que o objectivo também passou por “entrar num segmento [a imprensa internacional] onde a Vasp tinha pouca presença”.

    Agora, com 8 diários e um semanário já conquistados, a empresa espera “crescer para 20 títulos até ao final do ano”, concluiu José Carlos Lourenço.

    Detida em partes iguais pelos grupos de media Cofina, Controlinveste e Impresa, a Vasp assume-se como a maior distribuidora de publicações do país, depois de, em 2001, ter-se fundido com a Deltapress.
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