Vasco Cordeiro pede "aliança de vontades" para enfrentar desafios dos Açores

Vasco Cordeiro pede "aliança de vontades" para enfrentar desafios dos Açores

 

Lusa/AO online   Regional   28 de Mai de 2018, 14:13

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, reiterou esta segunda-feira o apelo a uma convergência entre os vários intervenientes na sociedade civil, política e económica da região, advogando que só assim se pode "levar por diante os Açores".

"Da parte do Governo [Regional] não há a menor dúvida: só em parceria, com uma aliança de vontades, é que será possível vencer os desafios que temos à nossa frente e levar por diante os Açores", vincou Vasco Cordeiro.

O chefe do executivo açoriano falava aos jornalistas à chegada à ilha de São Jorge, no arranque de uma visita estatutária de três dias, e voltou a centrar-se numa das mensagens proferidas recentemente no Dia da Região, quando, falando sobre a promoção de emprego, pediu aos sindicatos da região e às câmaras de comércio a criação ou reforço de "canais ou espaços de diálogo e concertação" para promover o emprego no privado e combater a precariedade.

O presidente do Governo dos Açores lembra que "continuam a existir" desafios "para todos os parceiros e todos os intervenientes" na região.

Na cerimónia desta manhã de assinatura do contrato da empreitada de reabilitação do troço da estrada regional entre o aeroporto e a Ribeira do Almeida, orçamentada em mais de um milhão de euros, Vasco Cordeiro abordou os investimentos públicos na ilha.

Só em São Jorge, diz Vasco Cordeiro, os investimentos desde 2012 "passam os 55 milhões de euros", e tudo é feito "com o objetivo muito claro e preciso" de "criar as condições para que naquilo que tem a ver com o investimento público e áreas sob intervenção do Governo Regional se criem condições propícias ao reforço da coesão" entre as ilhas açorianas.

E continuou: "Coesão não significa substituir-nos à responsabilidade de outros (...), mas sim criar condições" em campos como infraestruturas ou plataformas sociais para que se proporcione "o fomento da coesão" entre ilhas e o povo açoriano.

O Governo dos Açores iniciou hoje uma visita estatutária de três dias a São Jorge.

Vasco Cordeiro preside de tarde à sessão de autorização de cerca de três dezenas de apoios à recuperação de habitação degradada, que abrangem todas as freguesias do concelho das Velas, terminando este primeiro dia com a realização da reunião do executivo com o Conselho de Ilha de São Jorge.

Na terça-feira de manhã, o chefe do executivo açoriano preside à cerimónia de lançamento da primeira pedra da empreitada de construção das novas instalações do Museu Francisco Lacerda, na antiga fábrica de conservas Marie d’ Anjou, na Calheta, deslocando-se à tarde ao Topo para visitar o novo posto médico desta vila, recentemente reaberto, que "permitirá uma maior proximidade dos cuidados de saúde primários à população".

Segundo o programa divulgado pelo Governo Regional, o segundo dia da visita estatutária a São Jorge termina com a reunião do Conselho do Governo.

Na quarta-feira de manhã Vasco Cordeiro preside à assinatura de um protocolo entre o Governo Regional e a EDA (elétrica açoriana) para a eletrificação da Fajã da Caldeira do Santo Cristo, reserva natural e área ecológica especial, considerada um santuário do bodyboard e surf.

São Jorge tem mais de sete dezenas de fajãs, terrenos planos e férteis ao nível do mar que resultaram da acumulação de detritos na sequência de terramotos ou escoadas lávicas de erupções vulcânicas.

A anterior visita estatutária do executivo foi à ilha do Pico.



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