Jornal de campanha

"Vamos ver como as pessoas decidem"


 

Olímpia Granada   Regional   17 de Out de 2008, 11:40

Os últimos discursos da campanha foram feitos ontem à noite em Ponta Delgada, hoje é dia de caravana e das últimas acções de rua. No jantar-comício de encerramento, líder do PSD reagiu a sondagem que dá maioria ao PS dizendo com satisfação que contribui para maior mobilização.
Carlos Costa Neves entrou ontem acompanhado de Anabela Neves, pela primeira vez em São Miguel. No jantar-comício de encerramento da campanha eleitoral para as Legislativas Regionais de 2008, em Ponta Delgada, o PSD escolheu um terreno neutro na cidade gerida por Berta Cabral, cabeça de lista por São Miguel, e onde foi montada uma tenda no parque de estacionamento da Madruga.
Militantes, simpatizantes e candidatos do PSD que integram a lista pela maior ilha açoriana juntaram-se ontem  ao candidato a presidente do Governo Regional dos Açores.
De quem o mandatário regional, Pedro Nascimento Cabral, fez o elogiou e recordou o currículo e experiência política. Seguiu-se Berta Cabral que começou por dizer como gostou de ver a tenda cheia. ”Obrigado a todos por estarem aqui (...) algumas caras que já não via há tanto tempo, para dar um estímulo a Costa Neves que anda há 30 dias por todas as nove ilhas”.
Elencou, então, todas as dificuldades que têm vindo a ser denunciadas pelos sociais democratas durante o período de campanha, nomeadamente os efeitos da crise financeira e económica na Região. Berta Cabral apelou então ao voto no PSD e em Costa Neves no próximo domingo: “Pedimos a todos os açorianos, aos que estão aqui e aos que estão em casa, dêem-nos a vossa confiança” porque - acrescentou - “os Açores não podem ser as ‘minhas’ ilhas, como disse ontem (quarta-feira no debate) Carlos César”. Costa Neves subiu ao palco cerca das 21h00. “Excelentes candidatos” foi como se referiu à lista por São Miguel. Depois, e à semelhança de outros jantares-comício, disse: “Todos os que aqui estão, vieram de livre vontade, estão aqui para ouvir propostas e não para ouvir propostas entre Toni Carreira e Quim Barreiros”, aludindo aos eventos socialistas e a gastos que continua a apelidar como “vergonhosos”. Criticou ainda  a satisfação de Carlos César com o aumento das transferências de Estado  para a Região em 2009 porque se esqueceu “da dívida à EDA de mais 50 milhões de euros e que vai continuar sem ser paga, do aumento da electricidade que vem aí, esqueceu-se da falta de reforço dos meios policiais”.
À margem do jantar-comício, AO e Açores/TSF pediram a Costa Neves uma reacção à sondagem revelada pela SIC (ler última página do jornal).
“Fico muito contente que haja finalmente uma sondagem nos Açores” porque “nós não temos dinheiro para as pagar, o Governo socialista fá-lo com o dinheiro de nós todos e não as mostra a ninguém, os órgãos de comunicação social nos Açores não têm capacidade para as fazer, a própria rádio e televisão públicas dos Açores não consideraram  isso importante”, disse. Para o líder do PSD é “útil” porque permite, mesmo apontando uma nova maioria socialista, “ajustamento de intenções de voto, quer no PSD ou quer noutros partidos que não no PS” e “para mobilizar as pessoas”.
Costa Neves concluiu quanto ao dia das eleições que “vamos ver o que as pessoas decidem (...), ou mais do mesmo ou mudar. Quem achar que está bem escolha mais do mesmo, quem quiser mudar que vote na mudança”.

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