Universidade francesa anula exame devido a idas imprevistas ao WC


 

Lusa/AO online   Internacional   23 de Set de 2013, 16:36

Os candidatos ao exame de admissão da escola de advogados de Toulouse, no sudoeste de França, vão ter de repetir uma das provas, anulada por causa de incidentes relacionados com idas urgentes à casa de banho, indicou a universidade.

Em causa está a proibição formal de saída dos candidatos da sala de exame antes de entregarem o seu exame, no âmbito da luta contra as fraudes com telemóveis.

A 18 de setembro, a pressão tornou-se demasiado forte para alguns aspirantes a advogados durante as cinco horas de prova de argumentação jurídica.

Um estudante andou atrás da professora catedrática para obter o direito de ir à casa de banho; uma outra, não aguentando mais, abandonou a prova e foi-se embora a chorar, relatou um dos supervisores, que assumiu a responsabilidade de deixar sair os estudantes, segundo a universidade.

Na imprensa local, ele alegou preocupações humanitárias.

Ele “ultrapassou as suas prerrogativas”, respondeu o presidente do júri, Bertrand de Lamy, “o que criou problemas e uma rutura da igualdade entre os estudantes”.

A universidade anulou, por isso, a prova, que os estudantes repetirão a 05 de outubro.

Alguns deles expressaram a sua discordância, alegando que estudaram para o exame durante meses e que alguns pagaram caro por uma preparação privada.

Mas o regulamento é formal: “Qualquer saída durante a prova é proibida. Excecionalmente, os candidatos cujo estado de saúde o exija podem ser autorizados a sair”, na condição de terem apresentado um atestado médico antes das provas.

Os estudantes não podem ignorar as regras, sublinhou Lamy, preocupado em evitar fraudes numa altura em que, num telemóvel, se pode armazenar toda a informação dada nas aulas.


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