UNICEF apela para uma luta visível contra a violência e abusos contra crianças

UNICEF apela para uma luta visível contra a violência e abusos contra crianças

 

Lusa/AO online   Nacional   20 de Nov de 2013, 10:19

A UNICEF apelou esta quarta-feira para uma luta "visível", que inclua governos e os cidadãos comuns, contra a violência e os abusos que afetam as crianças em todo o mundo e que muitas vezes são escondidos ou passam despercebidos.

O apelo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) é feito por ocasião do 24.º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança, em muitos países celebrado como o Dia Universal da Criança.

Num comunicado, a UNICEF destacou a importância de “não deixar que a violência contra as crianças, muitas vezes escondida, continue a passar despercebida”.

“Demasiadas vezes, os abusos acontecem à porta fechada: sem serem detetados, denunciados ou – pior ainda – muitas vezes são aceites”, disse Anthony Lake, diretor-executivo da UNICEF, citado na mesma nota informativa.

Nesse sentido, a organização das Nações Unidas lançou um apelo à sociedade em geral para combater este flagelo que afeta milhões de crianças no mundo.

“Todos nós temos a responsabilidade de ‘tornar visível o invisível’, desde os governos, que devem promulgar e aplicar legislação que proíba a violência contra as crianças, até ao cidadão comum, que deve recusar ficar em silêncio quando testemunha ou suspeita de abusos”, reforçou o responsável.

A organização internacional recordou que a violência contra crianças assume muitas formas, incluindo a violência doméstica, o abuso sexual ou práticas disciplinares severas, situações que ocorrem frequentemente em situações de guerra ou de conflito.

“A violência contra crianças não prejudica apenas a criança sobre a qual é exercida, mas mina todo o tecido social, afetando a produtividade, o bem-estar e a prosperidade”, defendeu Anthony Lake, reforçando que “nenhuma sociedade se pode permitir ignorar a violência contra as crianças”.

Como alternativa, a UNICEF destacou algumas abordagens que podem funcionar como medidas de prevenção: o apoio aos pais, às famílias e a outras pessoas que cuidam das crianças, o reforço das competências das crianças para que saibam como proteger-se da violência, o reforço e a aplicação de políticas e leis que protegem as crianças, e um trabalho direcionado para a mudança de atitudes e normas sociais que toleram a violência e a discriminação.


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