Israel

Tzipi Livni vai pedir mais duas semanas para tentar formar governo


 

Lusa/AOonline   Internacional   19 de Out de 2008, 23:32

Tzipi Livni, líder do Partido Kadima, no poder em Israel, vai pedir segunda-feira ao presidente Shimon Peres mais duas semanas para tentar formar um governo, anunciou a rádio pública israelita.
A falta de acordo com o partido religioso Shass, que tem 12 deputados, não permitiu ainda a Livni formar um governo no período inicial de três semanas, conforme a legislação do Estado judaico.

    Para formar governo, Tzipi Livni dispõe no máximo de 42 dias, compostos de um período inicial de três semanas, que se pode prolongar de um segundo período de duas semanas, a que se juntam vários dias feriados.

    Trata-se do segundo pedido de duas semanas que a actual chefe da diplomacia israelita solicita a Shimon Peres, um pedido puramente formal mas que traduz as dificuldades de Tzipi Livni para formar gabinete.

    Segundo a rádio, as negociações continuam hoje entre o Kadima e o Shass.

    O Kadima concluiu na semana passada um acordo com os trabalhistas, liderados pelo ministro da Defesa Ehud Barak, para a formação de um novo governo.

    Somados, os dois partidos representam 48 dos 120 lugares no parlamento, mas para formar governo, Tzipi Livni deverá alargar a coligação até obter pelo menos 61 deputados.

    Caso subsista o impasse, a eventualidade da convocação de eleições antecipadas no prazo legal de 90 dias torna-se cada vez mais real.

    Tzipi Livni foi eleita líder do Kadima em Setembro, substituindo o demissionário primeiro-ministro Ehud Olmert, implicado em vários casos de corrupção.

    Olmert mantém-se em funções, à frente de um governo de transição, até que seja formado um novo executivo.

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