Polónia

Tusk diz que vai privilegiar relações com UE, EUA e Rússia


 

Lusa / AO online   Internacional   23 de Out de 2007, 16:52

Donald Tusk, líder do partido mais votado e provável próximo primeiro-ministro da Polónia, disse esta terça-feira que está pronto para formar governo e que vai privilegiar as relações com a União Europeia, Estados Unidos e Rússia.
"Penso que me vai ser pedido, ainda hoje, para formar um novo governo. Se assim for, aceitarei", disse à imprensa o líder da Plataforma Cívica, partido liberal que venceu as legislativas de domingo na Polónia.

A Comissão Eleitoral Nacional polaca publicou hoje os resultados totais das eleições, confirmando a vitória da Plataforma Cívica com 41,51 por cento (209 deputados) contra os 32,11 por cento (166 deputados) obtidos pelo Partido Lei e Justiça (PiS), de Jaroslaw Kaczynski.

Apenas outros dois partidos, a aliança de centro-esquerda LiD e o partido camponês PSL ultrapassaram o marco dos cinco por cento de votos exigidos para eleger deputados à Dieta (460 lugares no total) tendo obtido, respectivamente, 13,15 por cento e 8,91 por cento.

"Defendo que uma mudança nas relações entre a Polónia e a Rússia é a tarefa mais importante do futuro governo polaco em matéria de relações externas, a mais importante no sentido de que é extremamente difícil", disse.

Donald Tusk referiu-se igualmente a "assuntos que têm de ser desbloqueados" com a União Europeia (UE) depois de dois anos de governo do anterior primeiro-ministro Jaroslaw Kaczynski e adiantou que tenciona eleger Bruxelas, Washington e Moscovo como capitais prioritárias a visitar.

O líder dos liberais prometeu também "uma melhor cooperação com os Estados Unidos, em que a Polónia seja um verdadeiro parceiro".

A Plataforma Cívica derrotou domingo o governo conservador de Jaroslaw Kaczynski, que se opôs a Bruxelas ameaçando boicotar o Tratado Reformador que acabou por acordado na semana passada em Lisboa e opondo-se à declaração do Dia Europeu contra a Pena de Morte.

Kaczyinski também dirigiu uma política de confrontação com a Rússia, bloqueando nomeadamente as negociações UE-Rússia devido a um embargo russo à carne polaca.
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.