Economia

TSD diz que medidas do Governo vão penalizar com "violência" famílias e empresas

TSD diz que medidas do Governo vão penalizar com "violência" famílias e empresas

 

Lusa/AO online   Nacional   15 de Mai de 2010, 15:54

Os Trabalhadores Social Democratas (TSD) qualificaram hoje as medidas apresentadas pelo Governo como "o pacote de austeridade mais violento da história" da democracia portuguesa, afirmando que terá como consequência o aumento das falências e do desemprego.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral dos TSD, Arménio Santos, afirmou que as medidas apresentadas na quinta feira pelo Governo vão afectar, sobretudo, as famílias e as empresas. "Estas medidas vão ter dois destinatários fundamentais: as famílias, porque vão ter os seus orçamentos afetados, e as empresas, porque vão ser aumentados os impostos, nomeadamente o IVA, e isso vai repercutir-se no estado das suas finanças", disse. O secretário-geral dos TSD afirmou que as medidas de correção orçamental terão como consequência o aumento das falências e do desemprego. "As falências, infelizmente, vão aumentar e o desemprego vai disparar", disse, salientando que o pacote de medidas de austeridade anunciado pelo Governo vai "impor" uma "fatura duríssima e pesadíssima" aos trabalhadores, às famílias e às empresas. Arménio Santos admitiu, contudo, que no atual contexto as medidas anunciadas pelo executivo "são incontornáveis", mas sublinhou que "poderiam ter sido evitadas se o Governo fosse rigoroso, competente e honesto". "O Governo é obrigado a tomar hoje estas políticas porque fez sempre ouvidos de mercador nos últimos anos. Os social-democratas avisaram e tiveram como resposta o insulto, a arrogância, a prepotência do primeiro-ministro e do seu Governo", disse. Num comunicado emitido hoje, os TSD qualificaram as medidas apresentadas pelo Governo como "o pacote de austeridade mais violento da história da nossa democracia", afirmando que o mesmo "foi decidido à revelia de qualquer negociação com os parceiros sociais ou qualquer concertação social em sede própria". O Governo anunciou na quinta feira um conjunto de medidas de austeridade para acelerar a redução do défice para 7,3 por cento em 2010 e 4,6 por cento em 2011. Entre as medidas, negociadas com o PSD, estão o aumento do IVA em um ponto percentual, a criação de uma taxa extraordinária sobre as empresas com um lucro tributável superior a dois milhões de euros e a redução de cinco por cento nos salários dos políticos, gestores e membros de entidades reguladoras. O primeiro ministro, José Sócrates, já tinha admitido, por outro lado, o adiamento de grandes investimentos públicos como as obras do futuro aeroporto de Alcochete e a terceira travessia sobre o Tejo, no quadro do esforço de acelerar as medidas de consolidação orçamental.


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