Trump preparado para novo "shutdown"

Trump preparado para novo "shutdown"

 

Lusa/AO Online   Internacional   28 de Jan de 2019, 09:45

O diretor do departamento de gestão da Casa Branca, Mick Mulvaney, disse que o Presidente norte-americano está preparado para um novo 'shutdown', com paralisação dos serviços públicos, se o Congresso não autorizar a construção do muro na fronteira.

Dois dias após terminar a longa paralisação recorde (35 dias), a Casa Branca tornou claro que Donald Trump está preparado para nova paralisação no governo.

O impasse que envolve o Presidente e a maioria democrata no Capitólio está longe de ter terminado, com o tempo a correr, já que o acordo financeiro que Trump assinou na sexta-feira com os democratas financia as agências do governo que estiveram encerradas durante 35 dias apenas até 15 de fevereiro.

Ainda não é claro que os democratas possam ceder e Donald Trump parece pronto para nova batalha, enviando uma série de mensagens, através das redes sociais, que prenunciam o próximo embate com os senadores. “Constrói um muro e o crime vai cair”, escreveu Donald Trump, no Twitter.

Questionado se Trump está preparado para voltar a parar o governo dentro de três semanas, o chefe do pessoal da Casa Branca respondeu: “Sim, acho que está mesmo”.

“Ele não quer deitar o governo abaixo, vamos deixar isto muito claro. Não quer declarar emergência nacional”, afirmou.

Mulvaney acrescentou: “No fim do dia, o compromisso do Presidente é defender a nação e vai fazê-lo com ou sem o congresso”.

O acordo a que Trump chegou com o Congresso não inclui os 5,7 mil milhões de dólares (cinco mil milhões de euros) que reclamava para construir um muro na fronteira com o México.

O acordo representou uma vitória para a oposição dos Democratas, liderada pela presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, que se tem oposto frontalmente a financiar a barreira.

Contudo, Trump ameaçou que podia fechar o governo novamente, a partir de 15 de fevereiro, quando acabar o financiamento temporário dos serviços federais agora acordado.

“Não temos outra escolha que construir um muro potente ou uma barreira em aço. Se não chegarmos a acordo com o Congresso, ou o governo volta a fechar em 15 de fevereiro, ou vou utilizar os poderes que me estão conferidos para responder a esta emergência”, antecipou.


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