Afeganistão

Tribunal anula pena de morte e condena jovem jornalista a 20 anos de prisão

Um tribunal de apelação afegão anulou hoje a pena de morte proferida contra um jovem jornalista afegão acusado de blasfémia contra o Islão, tendo substituído a condenação por 20 anos de prisão.


Sayed Perwiz Kambakhsh, 23 anos, foi condenado no passado dia 22 de Janeiro à pena capital pelo Tribunal de Mazar-i-Sharif, na província de Balkh (norte), na ausência de advogados e sem tempo para apresentar uma estratégia de defesa.

    A condenação suscitou protestos em todo o mundo e vários apelos da comunidade internacional a pedir ao Presidente afegão, Hamid Karzai, a anulação da decisão.

    Sayed Perwiz Kambakhsh, estudante de jornalismo na Universidade Balkh, declarou inocência no início do processo de recurso, a 18 de Maio, negando ter proferido qualquer blasfémia contra o islamismo.

    "Eu sou muçulmano e nunca iria permitir que insultassem a minha religião", afirmou o jovem jornalista.

    "Fui forçado a assinar os documentos de acusação. Fui torturado (pelas forças de segurança), não tive outra escolha do que aceitar as acusações", acrescentou.

    O jovem jornalista, membro da minoria xiita, trabalhava numa publicação local, Jahan-e-Naw (Novo Mundo, em português), na altura em que foi preso, a 27 de Outubro de 2007.

    Kambakhsh foi preso por ter distribuído aos colegas universitários um artigo que "insultava o Islão e interpretava de maneira errada os versículos do Corão", segundo o acto de condenação.
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