Treze mortos entre Junho e Setembro nas praias portuguesas


 

Lusa / AO online   Nacional   7 de Nov de 2007, 21:20

Entre Junho e Setembro passados, morreram 13 pessoas nas praias marítimas portuguesas, números que acompanham a tendência de diminuição de mortes nas zonas costeiras, mas confirmam a insistência dos banhistas em frequentar praias não-vigiadas.
Segundo dados apresentados pelo Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), na Direcção de Faróis de Paço de Arcos, em Oeiras, as centenas de nadadores-salvadores distribuídos pelos cerca de 250 quilómetros de praias nacionais concessionadas comunicaram a ocorrência de 964 salvamentos durante a época balnear, iniciada a 01 de Junho e encerrada a 30 de Setembro.

Contra as 21 e 23 mortes ocorridas em 2005 e 2006, respectivamente, morreram este Verão treze pessoas (12 com mais de vinte anos e uma criança com menos de dez), a maioria das quais portuguesas (10) e homens (12).

Para o subdirector do ISN, comandante Dias Martins, o dado mais alarmante refere-se às dez mortes ocorridas em praias não-concessionadas e, por isso, não-vigiadas, que totalizam 300 quilómetros da costa nacional.

"Este número tem vindo a diminuir desde 2002, altura em que ocorreram 26 mortes nestes locais, o que é uma tendência satisfatória. No entanto, o balanço nunca é positivo quando falamos de vidas perdidas", explicou o responsável à Lusa, sublinhando que as praias vigiadas têm também vindo a ser palco de uma média de mortes cada vez menor, embora o número varie de ano para ano.

Apesar da maior consciencialização das pessoas - motivada pelas campanhas de sensibilização do ISN e pelo "apoio" da comunicação social -, o comandante Dias Martins considera que as fatalidades ainda resultam, sobretudo, da falta de uma "política de segurança" entre os portugueses.

"Com muita frequência, desrespeitam sinais das bandeiras, alimentam-se demasiado antes de ir para o mar, quando não conhecem a praia não perguntam as suas características ao nadador-salvador e escolhem horas erradas para a exposição ao sol", lamentou o responsável.

"Felizmente, os nadadores-salvadores evitaram a morte de crianças e jovens, mas aparece-nos outro dado muito significativo este Verão: realizámos 53 buscas a crianças perdidas nas praias", acrescentou.

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