Três políticos e um activista acusados de traição no Paquistão


 

Lusa / AO online   Internacional   8 de Nov de 2007, 13:10

Três políticos e um activista foram acusados de traição por proferirem discursos contra o governo, acusação que desde a instauração do estado de emergência, poderá valer-lhes a pena de morte.
Segundo um responsável do tribunal de Carachi, que não quis ser identificado, os três políticos e um activista foram detidos segunda-feira e interrogados pela polícia antes de serem acusados, quarta-feira.

Ao mesmo tempo, o partido de ex-primeira-ministra Benazir Bhutto garante de "milhares" de activistas do Partido Popular do Paquistão (PPP), foram detidos desde instauração do estado de emergência.

"Milhares dos nossos activistas foram detidos. Só em Lahore, 900 membros do PPP foram detidos porque o governo tem medo de Bhutto e do seu apelo à manifestação", afirmou à agência EFE Ghulam Abbas, um porta-voz do Partido na região do Punjab, leste do país.

Abbas garantiu que o partido mantém a convocatória de caminhada de protesto entre a cidade de Lahore e a capital do país, Islamabad, para o próximo dia 13, para lutar "contra o estado de excepção, por eleições livres e pelos direitos do povo".

Benazir Bhutto lançou quarta-feira um ultimato ao presidente paquistanês Pervez Musharraf, para que levante o estado de emergência instaurado desde sábado.

Caso contrário, mobilizará os seus apoiantes a partir do dia 13.

Perez Musharraf decretou o estado de emergência, alegando a multiplicação dos atentados e a ingerência do poder judiciário nas prerrogativas do governo na luta contra o terrorismo islamita.

Mas a oposição, numerosos analistas e a comunicação social do país consideraram que Musharraf, que dirige o país há oito anos na sequência de um golpe de Estado, pretende a qualquer preço conservar-se no poder e suspender um processo eleitoral que o poderia afastar.
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