Teixeira dos Santos admite privatizar nova parcela da EDP ainda este ano


 

Lusa / AO online   Economia   9 de Out de 2007, 11:28

O ministro das Finanças admitiu hoje, no Luxemburgo, a acelerar a venda de parte da participação que o Estado ainda detém na EDP - Energias de Portugal, para cumprir o objectivo de angariar 950 milhões com privatizações este ano.
    Fernando Teixeira dos Santos, que falava à entrada de uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia (UE), a que preside, disse que a EDP está no programa de privatizações do Governo e que o cumprimento do objectivo orçamentado pode tornar necessário fazer uma operação até ao final do ano.

    “Temos um objectivo de obtenção de receitas de privatização para o ano 2007 e, para atingirmos esse objectivo, poderá, de facto, tornar-se necessário ainda este ano a realização de uma operação de privatização, que poderá ser eventualmente a EDP”, afirmou Teixeira dos Santos.

    “Para efeitos de mais de curto prazo de obtenção do encaixe financeiro necessário à obtenção do objectivo que nos propomos este ano em termos de divida (...) isso pode vir a acelerar um pouco mais a operação da EDP”, acrescentou.

    O semanário Expresso noticiou, na sua edição de 5 de Outubro, que as Finanças estão a preparar “a privatização de 4 por cento da EDP para o caso de Moçambique não pagar os 700 milhões de dólares que ainda faltam pela transferência da Hidroeléctrica de Cahora-Bassa”.

    “A receita não faz parte dos 950 milhões de euros que o Governo prevê encaixar este ano com privatizações, mas poderia ser suficiente para dispensar novas operações”, refere o jornal, acrescentando que, “neste momento, faltam ainda 605 milhões de euros que é um valor não muito distante da verba que pode chegar de Maputo a qualquer momento”.

    No Luxemburgo, Teixeira dos Santos afirmou que a possível privatização de uma nova tranche da EDP até ao final do ano é independente do pagamento da verba relativa a Cahora-Bassa.

    “É uma operação a fazer independentemente do timing do governo moçambicano em efectuar o pagamento acordado em relação a Cahora-Bassa”, disse o ministro
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