Conflito

Tbilissi não vê sinais de retirada russa


 

Lusa/AO online   Internacional   18 de Ago de 2008, 10:48

A Geórgia "não vê sinais" de que as forças russas estejam a preparar a sua retirada da região separatista georgiana da Ossétia do Sul, afirmou hoje um porta-voz governamental georgiano.
    "Infelizmente, não vemos sinais que indiquem que os russos tenham começado a retirar-se ou estejam a preparar-se para retirar da Geórgia", disse o porta-voz do Ministério do Interior, Chota Outiachvili.

    O presidente russo, Dmitri Medvedev, assegurou ao seu homólogo francês, Nicolas Sarkozy, que a retirada russa começaria hoje.

    Segundo um correspondente da agência France Presse no local, o principal acesso à cidade georgiana de Gori, a última antes do território osseta do sul, continua hoje sob controlo das forças russas.

    A mesma fonte indicou que dois soldados russos se mantinham no posto de controlo, situado a cerca de dois quilómetros de Gori, assim como um camião militar e um veículo blindado.

    AS forças russas neste local voltaram hoje a recusar a passagem em direcção a Gori a um grupo de jornalistas, ainda segundo a France Presse, mas autorizaram uma coluna de quatro veículos do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) a passar nessa mesma direcção.

    A agência RIA-Novosti noticiou contudo entretanto que os primeiros veículos militares russos começaram hoje a sair de Tskhinvali, a capital da Ossétia do Sul.

    Segundo o correspondente da agência russa na república separatista georgiana, pequenos grupos de cinco a dez veículos militares partiram rumo a Vladikavkaz, capital da vizinha república russa da Ossétia do Norte.

    Numa coluna de opinião publicada hoje pelo diário francês Le Fígaro, Nicolas Sarkozy, que preside à União Europeia neste semestre, repete o apelo para uma retirada imediata de "todas as forças russas" entradas na Geórgia depois de 07 de Agosto e que este ponto "não é negociável".

    No artigo, Sarkozy volta também a afirmar que "se esta cláusula do acordo de cessar-fogo não for aplicada rápida e completamente", a França "convocará um conselho europeu extraordinário".

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.