Covid-19

SPEA desafia açorianos e madeirenses a contar aves a partir de casa

A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) desafiou os residentes nos Açores e na Madeira a contar milhafres e mantas, respetivamente, a partir de casa, para manter viva a recolha de dados sobre estas espécies.



As duas aves de rapina assumem especial importância no controlo de pragas de ratos nos dois arquipélagos.

O milhafre é uma ave que pode ser vista na maioria das ilhas do arquipélago dos Açores e apenas nas Flores e no Corvo não tem presença regular.

Anualmente, a SPEA organiza um censo de milhafres para recolher dados daquela espécie nos Açores, enquanto na Madeira promove a contagem de mantas.

"Pela primeira vez, este ano não poderá ser realizado nos moldes habituais", explica a SPEA numa nota divulgada hoje, em que convida os residentes nos arquipélagos dos Açores e Madeira a contar milhafres ou mantas "a partir de casa, durante o mês de abril", para manter vivo o censo que "vinha sendo desenvolvido há 14 anos".

O XV Censo de Mantas (Buteo buteo harterti) na Madeira e de Milhafres (Buteo buteo rothschildi) nos Açores estava previsto para o fim de semana passado, mas foi cancelado, devido ao plano de contingência para evitar a propagação do covid-19.

Por este motivo, a SPEA convida a todos os colaboradores deste censo e novos interessados a contar durante o mês de abril estas aves "desde a sua janela, varanda ou jardim".

A proposta é dedicar algum tempo, preferencialmente entre as 10:00 e as 14:00, a observar o céu e a contar os milhafres ou mantas que podem ser vistos a partir das residências.

Esta informação poderá ser enviada para a SPEA até 30 de abril, através da aplicação PortugalAves/eBird, por e-mail ou diretamente no evento da rede social Facebook criado para o efeito.

"Embora esta iniciativa não permita avaliar a tendência populacional da espécie este ano, uma vez que não será possível repetir a metodologia de anos anteriores, os dados recolhidos contribuirão para um melhor conhecimento da distribuição da espécie", explica a entidade.

De acordo com a SPEA, "as mantas ou os milhafres são espécies emblemáticas dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, sendo os autênticos protagonistas do céu diurno no mês de abril e tendo um papel importante no controlo de pragas, como por exemplo os roedores".

No caso dos Açores, o milhafre ou queimado é a única espécie de ave de rapina diurna que reside no arquipélago.

Na Madeira, além da manta, existem outras três espécies de rapina: o fura-bardos, o francelho e a coruja-das-torres.


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Greve geral

O Governo Regional dos Açores esclareceu que “não fixou quaisquer serviços mínimos” no dia da greve geral, ao contrário do que foi referido pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS)