Eleições

Sondagens projectam governo conservador no Canadá


 

Lusa/AOonline   Internacional   13 de Out de 2008, 12:21

Os líderes partidários do Canadá estão a tentar captar os últimos votos, quando as projecções sobre as eleições legislativas de terça-feira apontam para um governo minoritário conservador.
A campanha, que termina, foi muito agressiva e marcada por ataques pessoais directos.

    Um dos visados foi o líder da oposição, o liberal Stephen Dion, que foi sujeito a vários «spots» demolidores da sua imagem, transmitidos nos canais televisivos sem que fosse visível o partido promotor, os conservadores.

    No terreno, o actual líder conservador e primeiro-ministro, Stephen Harper, enveredou por um tom de dramatização nos últimos dias, ao anunciar publicamente que colocava a hipótese de abandonar a liderança do partido caso perdesse as eleições.

    Porém, a um dia do escrutínio, a maioria dos inquéritos à opinião pública indica a probabilidade de os conservadores sairem vitoriosos a 14 de Outubro, mas sem conseguirem a maioria, tendo por isso de se sujeitar a uma base minoritária no parlamento.

    Uma das sondagens, divulgada pela empresa Harris-Decima, dava a vitória ao Partido Conservador, com 35 por cento, posicionando a seguir os liberais, com 26 por cento, o Novo Partido Democrático (NPD) com 18 por cento.

    Quanto às restantes forças políticas, o Bloco Quebequense alcançaria 10 por cento e os Verdes nove por cento.

    De acordo com esta projecção, o partido conservador alcançaria nove pontos a mais que o seu directo opositor, o Partido Liberal. Mas os conservadores registavam 41 por cento das intenções de voto quando começou a campanha eleitoral a 07 de Setembro, conforme demonstra a evolução publicada pela Harris-Decima.

    Nas últimas legislativas, em 2006, Harper conseguiu 36 por cento dos votos e formou o actual governo, pondo fim ao ciclo liberal de 12 anos no país.

    As previsões de minoria para Harper repetidas pela larga maioria das empresas de estudos de mercado não estariam decerto no seu horizonte quando no início de Setembro decidiu provocar eleições antecipadas.

    O que ao longo do mês corroeu a força inicial dos conservadores foi a recuperação no Quebeque do Bloco Quebequense, partido federal de vocação regional, o qual fez uma forte oposição aos conservadores.

    Notou-se ainda a uma subida no país do NPD, de Jack Layton, que insistiu na ideia de que apesar da bipolarização Liberais-Conservadores os democratas são uma alternativa para governor.

    Por outro lado, ao relativo esmorecer da força liderada por Harper não foi alheia, a nível mais geral, as crise económico-financeira vividas dos Estados Unidos e na Europa e os receios de repercussões no Canadá.

    Na recta final da campanha eleitoral, Stephen Harper admitiu a possibilidade de ser obrigado a formar um governo minoritário.

    Enquanto Dion, que beneficiou na última semana de uma trajectória de subida junto do eleitorado após debates públicos realizados com todos os outros lideres partidários, afirmava à imprensa pretender a vitória nestas eleições.

    Como a lei eleitoral canadiana não impõe qualquer dia de reflexão na véspera da votação, hoje, mesmo que seja o feriado nacional de Acção de Graças, é dia de os candidatos irem para a rua a fim de procurarem aumentar os seus eleitores.

    À data de 7 de Setembro passado, quando o primeiro-ministro canadiano convocou eleições gerais, o Partido Conservador detinha 127 dos 308 lugares na Câmara dos Comuns, o Partido Liberal possuia 95, o Bloco Quebequense 48 e o Novo Partido Democrático (NPD) 30.

    A estes somavam-se um parlamentar do Partido dos Verdes e três independentes, existindo ainda quatro assentos vagos.

    Para ter maioria parlamentar em Otava, um partido necessita de eleger, pelo menos, 155 deputados.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.