Sócrates diz que Portugal pode crescer 2% este ano

Sócrates diz que Portugal pode crescer 2% este ano

 

Lusa / AO online   Economia   14 de Nov de 2007, 11:00

O primeiro-ministro, José Sócrates, disse que os dados dos primeiros nove meses do ano indiciam que Portugal pode crescer em 2007 mais do que previsto pelo Governo e chegar a 2 por cento.
"É possível" que o crescimento de Portugal no final do ano atinja os 2 por cento, ficando 0,2 pontos percentuais acima da previsão do Governo, afirmou José Sócrates, na cerimónia de entrega de computadores e-Escolas e em que a Toshiba Europe entregou ao Estado português o prémio para o melhor projecto europeu no âmbito da sociedade da informação.
A economia portuguesa cresceu 1,8 por cento no terceiro trimestre deste ano, face a igual período de 2006, em desaceleração, mas depois de o INE ter revisto em alta o ritmo de expansão nos dois primeiros trimestres.
A estimativa rápida do Produto Interno Bruto (PIB), hoje divulgada, mostra que a economia cresceu mais rapidamente do que se pensava nos primeiros seis meses, tendo o Instituto Nacional de Estatística (INE) revisto em alta os valores estimados.
Assim, a economia portuguesa cresceu 2,1 por cento nos primeiros três meses do ano, o que traduz uma revisão em alta de 0,1 pontos percentuais, e expandiu-se a um ritmo de 1,9 por cento no segundo trimestre, o que representa uma revisão em alta de 0,3 pontos percentuais.
Na evolução em cadeia, o PIB português estagnou no terceiro trimestre, face ao trimestre imediatamente anterior, depois de ter crescido 0,7 por cento nos primeiros três meses e 0,6 no segundo trimestre.
Estes dados "deixam o Governo na esperança" de que o crescimento económico português no final do ano possa atingir os 2 por cento, acrescentou o primeiro-ministro, lembrando que eles "demonstram a sustentabilidade e a robustez do crescimento da economia portuguesa".
Sócrates voltou a dizer que espera que o défice cumpra todas as regras internacionais, o que, aliado à expectativa de Portugal vir a crescer mais do que o esperado, "são duas grandes notícias" para a economia portuguesa.
Questionado sobre a desaceleração económica no terceiro trimestre em Portugal, Sócrates respondeu que "é um padrão já conhecido", sublinhando que é importante verificar que desde o início do ano não houve trimestres com taxas de crescimento abaixo das previsões do Governo.
A média de crescimento dos três trimestres ascendeu a 1,93 por cento, valor que é superior às previsões do Governo, acrescentou o primeiro-ministro, e que se aproxima muito de um crescimento de 2,0 por cento, ritmo que Portugal já não tinha desde 2001.
O chefe de Governo disse estar "muito satisfeito" com estes dados, já que são "sinais muito positivos" para a economia portuguesa.
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