Sindicatos pedem aos governos para não diminuirem gastos públicos

 Sindicatos pedem aos governos para não diminuirem gastos públicos

 

Lusa/AO Online   Economia   10 de Nov de 2009, 05:23

A Confederação Europeia de Sindicatos (CES) pediu hoje aos governos europeus para que não diminuam os gastos públicos para não "estragar" a incipiente recuperação económica, disse o secretário-geral daquela entidade, John Monks.

"Há uma tendência para declarar o fim da crise e de querer reduzir os gastos públicos. O maior temor da CES é que os governos na União Europeia actuem com precipitação e estraguem a recuperação", afirmou, em nota divulgada pela organização depois da chamada reunião de "Diálogo Macro-Económico".

"Há que tentar aumentar os gastos públicos e a melhor forma de o fazer não é reduzir os salários dos trabalhadores nem diminuir os serviços públicos, enquanto se permite que os banqueiros levem milhares de milhões em prémios", afirmou Monks, à saída da reunião.

A Confederação defende que "a prioridade deve ser promover as reformas fiscais que facilitem o crescimento", lê-se em comunicado emitido.

A instituição presidida por Jürgen R. Thumann alertou ainda para os perigos da regulação financeira excessiva, pedindo para que as taxas de juros se mantenham a um nível baixo.

O "Diálogo Macro-Económico" é uma conferência de alto nível a que assistem representantes do Conselho da Europa, da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e outros agentes sociais para trocar pontos de vista sobre a promoção do crescimento económico e da estabilidade.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.