Sindicato Nacional de Chefes avança com dois processos contra Estado

Sindicato Nacional de Chefes avança com dois processos contra Estado

 

Lusa/Aonline   Nacional   2 de Dez de 2011, 12:04

O Sindicato Nacional da Carreira de Chefes da PSP (SNCC/PSP) vai instaurar dois processos contra o Estado português por considerar “ilegal” e “inaceitável” a não aplicabilidade da tabela salarial a todos os elementos da PSP.

O presidente do SNCC/PSP, Manuel Gouveia, adiantou à Agência Lusa que o Tribunal Administrativo vai receber em breve “duas ações” contra o Estado português, uma medida de luta “legal” encontrada pelo Sindicato Nacional da Carreira de Chefes da PSP, refere.

“Uma ação crime pela não aplicabilidade da grelha salarial a todo o efetivo da PSP e a outra ação pela não transição para o posto de chefe principal dos elementos da carreira de chefes que reúnem as condições para tal e que são neste momento cerca de 300”, explicou o dirigente sindical.

Segundo Manuel Gouveia é “inaceitável que numa instituição como a PSP, que se deve pautar pelo cumprimento das leis", não esteja a ser cumpri-las relativamente aos seus funcionários.

A PSP tem cerca de 22 mil efetivos e apenas um por cento está abrangido pela nova tabela, recorda o Sindicato Nacional da Carreira de Chefes da PSP.

A segunda ação contra o Estado português é relativa ao posto da carreira de chefes, onde, segundo o dirigente sindical, o atual estatuto diz que em 2010 e 2011 os chefes com mais de 20 anos na carreira transitariam imediatamente para o posto de chefe principal (o topo da carreira), mas tal não sucedeu.

“O ano de 2011 acabou e não aconteceu rigorosamente nada por inércia da Direção Nacional e do Ministério da Adminsitração Interna”, acusa Manuel Gouveia, sublinhando que não vão pactuar, nem admitir que uma carreira não tenha horizontes.

O Sindicato Nacional da Carreira de Chefes da PSP quer também que se investigue quem foram os “invasores” que entraram no sítio da Internet da Carreira de Chefes da PSP e o danificaram sábado transato.

“Os hackers (piratas informáticos) danificaram o site e andaram a divulgar dados pessoais e confidenciais de pelo menos 107 elementos da PSP de três esquadras da zona de Chelas”, informou o responsável sindical, argumentando que “isso crime” e que tem de haver uma investigação.

O Sindicato Nacional da Carreira de Chefes da PSP acusou recentemente o Ministério da Administração Interna de não cumprir a lei, ao permitir que apenas um por cento dos 22 mil polícias receba o salário pelo novo estatuto.

“Não podemos deixar passar incólume as ações praticadas por aqueles que nos tutelam e não cumprem as leis, que os mesmos aprovaram em Assembleia da República”, declarou à Lusa Manuel Gouveia, presidente do SNCC/PSP, referindo que estão a estudar formas de luta para reverter a situação.



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.