Aviação

Sindicato acusa SATA de "pressionar" trabalhadores para não aderirem à greve


 

LUSA/AO   Regional   1 de Set de 2008, 15:14

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) acusou a transportadora aérea SATA de "pressões" junto de trabalhadores de terra para não aderirem à paralisação, que começou hoje, mas sem consequências até ao momento.
O sindicalista Antero de Quental disse à agência Lusa que "algumas chefias pressionam trabalhadores, nomeadamente os contratados para não aderirem à greve", tendo procedido ainda "a alterações de horário" nas escalas de pessoal.

    "Sentimos que há essa pressão", frisou Antero de Quental, sublinhando que se trata de uma greve "atípica para sensibilizar o Governo regional", accionista maioritário da SATA.

    Contactada pela Lusa, a transportadora aérea açoriana rejeitou que esteja a proceder a pressões para os trabalhadores não aderirem à greve e assegurou as escalas de pessoal foram feitas antes do início do mês, de acordo com as necessidades.

    Os trabalhadores de terra da SATA iniciaram hoje uma paralisação, a segunda no espaço de um mês, em protesto contra a alegada intenção de segmentar o grupo açoriano de transporte aéreo.

    Esta paralisação prevê, entre 01 e 15 de Setembro, greve ao trabalho suplementar e, de 02 a 07, a entrada dos trabalhadores duas horas mais tarde em cada turno e saída uma hora mais cedo.

    Para já, e segundo Antero de Quental, tendo em conta que o primeiro dia de greve é ao trabalho suplementar não se verificou até ao momento qualquer atraso ou cancelamento.

    "Este primeiro dia de greve é ao trabalho extraordinário (que acontece normalmente ao final do dia), o que também acaba por ser difícil contabilizar percentagens de adesão", acrescentou.

    Antero de Quental garantiu que a estrutura sindical "está mandatada" para um novo pré-aviso de greve, uma terceira paralisação que admitiu possa vir a ocorrer em finais de Setembro, início de Outubro.

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