Guerrilha colombiana

Sarkozy pede a Chavez para prosseguir mediação

O presidente francês Nicolas Sarkozy pediu ao seu homólogo venezuelano Hugo Chávez para prosseguir a sua mediação junto das FARC para a libertação de mais reféns, através de uma carta escrita em espanhol.


“Utilize a sua influência, que é grande, para encontrar os meios de uma nova iniciativa a partir da qual nós possamos fazer propostas à comunidade internacional”, escreveu Sarkozy, na carta que foi entregue quarta-feira em Caracas a Hugo Chavez pelo ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Bernard Kouchner.

    Nessa mesma carta, o presidente francês considera que “há urgência”.

    Segundo Sarkozy, a equipa médica enviada pela França à Colômbia, no mês passado, recebeu informações que “confirmam o preocupante estado de saúde de (Ingrid) Betancourt”.

    “Nesse contexto, não podemos realmente avançar se não soubermos exactamente qual é a posição das FARC”, insistiu Nicolas Sarkozy.

    Num comunicado anexo à cópia da carta, o presidente venezuelano reconhece que a situação na Colômbia é “complexa”, sobretudo depois da morte do número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Raul Reyes, durante um raid aéreo colombiano no Equador.

    Reafirmando que esse raid lhe fez perder os contactos com as FARC, Hugo Chavez prometeu trabalhar com a França “para a libertação de todos os reféns civis, primeiro passo para uma troca humanitária”.

    O presidente Chavez já conseguiu a libertação sem contrapartida de seis reféns das FARC, em Janeiro e Fevereiro.

    Paris continua convencida de que Chavez é a única opção disponível para resolver a crise de reféns e para obter a sua libertação, situação que merece a firme oposição do presidente colombiano Alvaro Uribe.

    A guerrilha colombiana reclama a libertação de 500 rebeldes detidos em troca de 39 reféns ditos “políticos”, entre os quais três norte-americanos e Ingrid Betancourt, capturada em Fevereiro de 2002.
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