Violência urbana

Sarkozy atribui distúrbios a "vadiagem" e recusa crise social

Sarkozy atribui distúrbios a "vadiagem" e recusa crise social

 

Lusa / AO online   Internacional   29 de Nov de 2007, 15:29

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que a violência urbana desta semana nos subúrbios norte de Paris "nada tem a ver com uma crise social" e é perpetrada por "vadios".
A calma regressou entretanto às zonas afectadas, como Villiers-le-Bel e os bairros circundantes, depois de duas noites consecutivas (domingo e segunda) de distúrbios originados pela morte de dois adolescente cuja motorizada chocou com um carro da polícia.

"Recuso qualquer forma de angelismo que vê em qualquer delinquente uma vítima da sociedade e em cada distúrbio um problema social", declarou Sarkozy num discurso pronunciado perante quase 2.000 polícias e gendarmes (polícia militarizada) sobre questões de segurança.

"O que se passou em Villiers-le-Bel não tem nada a ver com uma crise social, tem tudo a ver com delinquência", disse.

O presidente francês disse considerar que a solução passa por combater "a economia subterrânea" e, em especial, o tráfico de droga que conduz à "transformação de certas zonas em guetos e ao sequestro de populações inteiras que são as primeiras vítimas desses vadios".

Sarkozy reafirmou, por outro lado, que "tudo vai ser feito para encontrar" as pessoas que dispararam contra polícias durante os distúrbios e disse esperar que elas sofram "um castigo que esteja à altura do que fizeram".

O presidente também confirmou que tenciona apresentar, em Janeiro, um plano para resolver os problemas dos subúrbios das cidades francesas.

Um milhar de polícias e gendarmes estão destacados para os subúrbios norte de Paris para evitar que os distúrbios recomecem e, sobretudo, evitar uma repetição das três semanas consecutivas de distúrbios de Novembro de 2005 que obrigaram o governo a decretar o estado de emergência.

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