Sara Madruga da Costa "preocupada" por ausência de novo hospital da Madeira do programa do Governo central


 

AO Online/ Lusa   Nacional   3 de Nov de 2019, 20:45

A deputada do PSD à Assembleia da República Sara Madruga da Costa, eleita pelo círculo da Madeira, manifestou-se este domingo preocupada que o programa do Governo não contenha "qualquer menção" à construção do novo Hospital Central da região.



Sara Madruga da Costa expressou publicamente esta sua preocupação numa conferência de imprensa subordinada à temática do novo hospital realizada defronte à atual unidade hospitalar do arquipélago.

"A referência vaga e genérica do primeiro-ministro, António Costa, ao novo Hospital da Madeira, aquando do seu discurso na apresentação do programa de Governo, soube a pouco e é muito preocupante sobretudo porque foi uma referência feita de forma forçada e em reação à contestação da bancada do PSD ao discurso, que apenas mencionava os novos hospitais de Lisboa Oriental, Central do Alentejo, de Sintra e do Seixal", explicou a parlamentar, que se encontrava acompanhada do também deputado à Assembleia da República Sérgio Marques.

Sara Madruga da Costa chamou ainda a atenção para outra preocupação nomeadamente o facto de aquelas "quatro unidades, prometidas por António Costa em 2015 [hospitais de Lisboa Oriental, Central do Alentejo, de Sintra e do Seixal], tenham sido agora adiadas para 2023, não havendo, todavia, qualquer previsão de datas" em relação ao hospital na Madeira quando "o Governo Regional já fez a sua parte [expropriações, estudos e deliberações]".

"Não faz sentido esta falta de clarificação, não é aceitável que António Costa continue a ignorar a Madeira neste e noutros dossiês, assim como é de estranhar que, nesta altura, o Governo da República não tenha qualquer previsão para esta obra, nem se comprometa, de uma vez por todas e com prazos, relativamente aos 50% prometidos", sublinha Sara Madruga da Costa.

Esta postura é, para a deputada, "pouco clarificadora" por parte do Governo da República recém-empossado, após as eleições legislativas de 06 de outubro.

"Não só nos faz recuar, quatro anos depois, novamente à estaca zero, como nos leva a questionar se esse compromisso assumido com os madeirenses e porto-santenses vai ser cumprido ou não antes de 2023, por este Governo socialista", observou.

"É lamentável que o primeiro-ministro continue a adiar a confirmação dos 50% de financiamento para o novo Hospital da Madeira, assim como é de evidenciar, pela negativa, o facto dos socialistas madeirenses não terem tido influência ou capacidade para que esta infraestrutura fosse integrada no programa do Governo nacional e nas principais opções de investimento do país", frisou.

A deputada garantiu que o PSD continuará "a fazer tudo para obrigar o primeiro-ministro a cumprir com o que prometeu aos madeirenses e porto-santenses e para exigir que diga como e quando é que vai pagar o novo Hospital da Madeira".

Apesar de o primeiro-ministro, António Costa (PS), no anterior mandato [2015 - 2019], ter prometido, no decorrer de visitas efetuadas à Madeira, que o Estado iria suportar 50% do valor total do projeto, estimado em 340 milhões de euros, a resolução do Conselho de Ministros publicada no Diário da República de 10 de outubro de 2018 acabou por reduzir esse valor.

De acordo com o Governo Regional da Madeira, a República "apenas vai suportar 28,3% da despesa", visto que retirou, entre outros, os valores relativos aos equipamentos e expropriações, e deduziu os relativos à "avaliação global a devoluto dos Hospitais Dr. Nélio Ferraz Mendonça (63,4 milhões de euros) e dos Marmeleiros (9,5 milhões de euros)".



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