Salão do empreendedor para aproximar jovens com ideias inovadoras a empresas


 

Lusa/AO   Regional   15 de Nov de 2007, 09:52

O primeiro salão do empreendedor nos Açores vai decorrer, de 22 a 23 de Novembro, na ilha de São Miguel, para aproximar jovens com ideias inovadoras das entidades envolvidas na criação de um negócio.

O director regional do Apoio à Coesão Económica adiantou hoje à agência Lusa que vão estar presentes no Teatro Micaelense, na cidade de Ponta Delgada, cerca de 18 stands ligados ao Governo açoriano, banca, ensino e empresas.

    "Há ainda pouca cultura de empreendedorismo no arquipélago", reconheceu Arnaldo Machado, alegando que, desde 2006, que o executivo regional tem procurado alterar esta realidade, através de sessões de esclarecimento nas escolas e criação do concurso regional do empreendedorismo.

    Além do salão, o Governo regional vai lançar, na próxima semana, o manual do empreendedor, um instrumento de informação destinado aos jovens que explica que passos dar e entidades contactar para abrir um negócio.

    Segundo disse, o manual do empreendedor é inédito na região e constitui mais um incentivo prático para terminar com a aversão ao risco existente entre os mais novos, em relação ao mundo dos negócios.

    Ricardo Borba e Filipe Costa, ambos da ilha Terceira, venceram, em 2006, a primeira edição do concurso regional do empreendedorismo, com um projecto inovador na área do Turismo.

    Os jovens de 24 e 21 anos, que sempre desejaram ser empresários, propuseram a criação do primeiro campo de mini-golfe da ilha, destinado a pessoas de todas as idades com ou sem experiência na modalidade.

    Iniciado em 2006, o Concurso Regional de Empreendedorismo destina-se a jovens residentes nos Açores, com idades entre os 18 e 35 anos, que sejam portadores de ideias de negócio inovadoras, podendo concorrer em grupo ou individualmente.

    Todas as candidaturas entregues na direcção regional de Apoio à Coesão Económica são avaliadas por um júri, com base em critérios como o grau de inovação, credibilidade da equipa, qualidade do plano de negócios e probabilidade de sucesso do negócio no mercado.

    "O nosso projecto ganhou pela consistência ao nível do plano de negócios e por estar pronto a ser implementado", afirmou à Lusa Ricardo Borba, que, um ano depois, se debate com falta de apoio financeiro e excesso de burocracia para resolver questões legais.

    Segundo disse o jovem licenciado, apesar de já ter um terreno na Praia da Vitória, há muitos entraves ao nível dos normativos legais e financeiros que emperram todo o processo.

    "Não é pelo facto de termos ganho o concurso que todas as portas se abrem", salientou Ricardo Borba, que prevê materializar o seu projecto inovador apenas em 2010.

    Este ano o concurso contou com vinte candidaturas, das ilhas de São Miguel (17), Terceira (1), São Jorge (1) e Pico (1), sendo os vencedores conhecido no dia 23 de Novembro, durante uma gala no Teatro Micaelense.

    Além dos projectos relacionados com hotelaria, turismo e agricultura biológica, foram propostas 15 candidaturas ligadas aos serviços, que vão desde consultadoria, audiovisuais, energias renováveis a centros de explicação e lares de idosos.

    Ao primeiro projecto será atribuído um valor pecuniário de 4.000 euros, ao segundo 3.500 euros e ao terceiro 3.000 euros.

    Cada um dos projectos premiados poderá, ainda, receber um suplemento de 2.500 euros, caso o negócio seja concretizado nos seis meses seguintes à cerimónia de entrega dos prémios.
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