Risco de endividamento continua a existir

Risco de endividamento continua a existir

 

Lusa/AO Online   Economia   18 de Dez de 2008, 11:12

As famílias portuguesas estão endividadas e a alteração de comportamento dos consumidores perante a crise escolhendo recorrer mais ao crédito para o lar não vem alterar o risco de maior endividamento, defendeu hoje a Deco.
    "As famílias portuguesas, independentemente do crédito ao consumo [pessoal, automóvel e para compra de artigos para o lar], devem optar por este tipo de financiamento de forma pontual e ponderada para não aumentarem o seu endividamento para lá dos limites prudenciais", disse à agência Lusa a responsável do Gabinete de Apoio ao Sobrendividamento da Deco, Natália Nunes.

    A responsável da Associação para a Defesa dos Consumidores comentava desta forma o facto de a ASFAC - Associação de Instituições de Crédito Especializado assinalar que as famílias portuguesas estão a alterar o seu comportamento perante a crise recorrendo mais ao crédito para artigos para o lar, em detrimento das habituais opções, como o automóvel.

    Natália Nunes defendeu também que o aumento do peso das prestações com o crédito à habitação e ao consumo (pessoal, automóvel ou para aquisição de bens para o lar) não dever ultrapassar os 40 por cento do orçamento das famílias.

    "Esta regra [que está associada à taxa de esforço dos consumidores] deve ser sempre respeitada, pois podem ocorrer imprevistos, nomeadamente desemprego, problemas de saúde e redução do rendimento", acrescentou.

    Para a Deco, as famílias devem fazer sempre um orçamento, procurar ter como objectivo poupar cinco a seis vezes o rendimento mensal, por forma a terem "um pé de meia" e "aprender a viver com o que têm", devendo ver o crédito como um complemento para situações "bem ponderadas".

    Natália Nunes referiu ainda que "o crédito é benéfico, um óptimo instrumento, mas tem de ser bem utilizado, de forma responsável, comparando os custos das propostas, vendo se há alternativas como a conta ordenado e observando várias alternativas propostas, desde a banca de comércio às instituições financeiras especializadas.

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