Representantes de 12 das maiores empresas mundiais hoje em Portugal no Lisbon Energy Forum


 

Lusa/AO   Economia   2 de Out de 2007, 06:13

Doze das maiores empresas mundiais da indústria petrolífera estão hoje representadas na capital no encontro "Lisbon Energy Fórum" para debater a segurança do abastecimento e dos mercados de energia, numa iniciativa da Fundação Mário Soares e Galp Energia.
Representantes da BP, Chevron ENI, Galp Energia, Gazprom, Nioc, ONGC, Petrobrás, PDVSA, Repsol, Sonatrach e Total vão reflectir sobre a dificuldade crescente na reposição das fontes tradicionais de energia, com implicações directas nas relações que se estabelecem entre países.

    Com mais de 200 participantes, o encontro "Lisbon Energy Fórum 2007" arranca com uma intervenção do primeiro-ministro português e actual presidente do Conselho da União Europeia, José Sócrates.

    Este fórum, que decorre no Centro Cultural de Belém, conta ainda com a presença do comissário europeu para a energia, Andris Peibalgs, e do ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho.

    A este propósito, o ex-ministro e especialista em questões de geopolítica Ângelo Correia, contactado pela agência Lusa, explicou que o reequilíbrio político entre Nações está a determinar as questões de abastecimento energético.

    O ex-governante afirma que os mecanismos de oferta e a procura de produtos energéticos não são transparentes, por obedecerem a condicionantes estratégicas e políticas, lembrando que o petróleo e o gás estão localizados em zonas "potencialmente conflituais", como o Golfo da Guiné, uma parte do Mediterrâneo, a Península Arábica e a zona interior da Eurásia.

    O especialista alerta ainda para a vulnerabilidade das economias com grande poder industrial, emergentes ou consolidadas, como a China, Japão, União Europeia e Estados Unidos, mas sem grandes recursos petrolíferos.

    Por sua vez, o especialista e presidente do conselho de administração da Partex, António Costa Silva, sublinhou também à Lusa que a segurança energética da Europa e a sua dependência face à Rússia é um dos problemas mais sérios da geopolítica da energia.

    Costa e Silva considera que o acesso da Europa aos recursos energéticos é uma preocupação e que, em breve, o "Velho Continente" ficará refém da Rússia, se não diversificar as fontes de abastecimento.

    O "importante papel" de influência no Golfo da Guiné que Portugal pode ter "se tiver visão" foi destacado pelo Major General Freire Nogueira, do Centro Português de Geopolítica.

    Freire Nogueira defende que a Europa se tem esquecido de África na questão da diversificação das fontes de energia, e afirma que o Golfo da Guiné se poderá vir a tornar uma zona de conflito ou estratégica.

    A posição de Portugal, em termos de influência, poderá ser importante para criar uma aliança transatlântica, defendeu em declarações à Lusa.
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