Região deve manter parte na Azores Airlines diz comissão

Comissão de trabalhadores da companhia aérea regional defende que Governo Regional dos Açores deve ficar com percentagens no capital social



A Comissão de Trabalhadores da Azores Airlines defende que o Governo Regional dos Açores deve manter uma percentagem no capital social da companhia aérea, assim como na empresa de handling, que serão privatizadas este ano.

Em declarações ao Açoriano Oriental após reunião com o conselho de administração da SATA Holding, a representante da comissão de trabalhadores, Sandra Lemos, entende que é importante que a Região mantenha ligação a estas duas empresas, pela sua importância na economia açoriana.

“Nós questionamos o conselho de administração da SATA Holding sobre a manutenção da percentagem do Governo Regional. Para nós é importante, pois a companhia aérea é importante para a economia e temos de estar coordenados com a SATA Air Açores, pois temos de continuar a servir todas as nove ilhas.

Sandra Lemos aponta para um mínimo de 15% do capital social, de cada uma das empresas (Azores Airlines e Handling), na posse da Região.

Sobre a privatização da transportadora aérea, a Comissão de Trabalhadores da Azores Airlines diz que está a ser informada regularmente pelo presidente do conselho de administração da SATA, Tiago Santos, que transmitiu a este órgão que o procedimento cautelar movido pelo consórcio Atlantic Connect Group “não belisca” o processo de venda direta, que, aliás, está em marcha.

“Sabemos que estão a sondar o mercado: podem não ser só empresas de aviação, mas não vão aceitar pessoas sem idoneidade”, diz Sandra Lemos.

A porta-voz dos trabalhadores da antiga SATA Internacional diz que o caderno de encargos está a ser elaborado, com a salvaguarda dos direitos dos trabalhadores da companhia a manter-se inalterada, face ao que existia no concurso de privatização.

Do diálogo mantido entre a comissão de trabalhadores e a administração da SATA ficou o compromisso de entregar o caderno de encargos aos trabalhadores, antes do documento ser público, num ato que Sandra Lemos entende como de manter a comissão de trabalhadores a par e passo do que está a ser feito.

Apesar de reconhecer que os trabalhadores estão “preocupados” com o destino da companhia aérea, mostram-se confiantes com o futuro, atendendo ao verão “cheio de voos” que se perspetiva.

De recordar que o Governo Regional dos Açores encerrou o processo de privatização da Azores Airlines em março, após o relatório final do júri do concurso ter indicado esse caminho, tendo iniciado o procedimento de venda direta também nesse mês.

No início de abril, a Atlantic Connect Group, único candidato admitido à privatização, moveu um procedimento cautelar para impedir o fim do concurso de privatização. A SATA tem até ao final do presente ano para privatizar tanto a Azores Airlines, como o serviço de handling.

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