Pescas

Redução das capturas de atum-rabilho sem expressão no arquipélago

 Redução das capturas de atum-rabilho sem expressão no arquipélago

 

Lusa / AO online   Regional   16 de Nov de 2009, 09:57

O presidente da Federação das Pescas dos Açores, Liberato Fernandes, considerou esta segunda-feira que a decisão da Comissão Europeia de reduzir em 40 por cento as capturas de atum-rabilho "não afecta extraordinariamente" a actividade no arquipélago.
"Trata-se de uma espécie com um peso relativamente reduzido no volume regional de capturas", afirmou Liberato Fernandes, em declarações à Lusa.

A Comissão Europeia anunciou esta segunda-feira que a pesca do atum-rabilho vai ser reduzida em 40 por cento, depois dos países membros da organização internacional que gere as capturas desta espécie terem chegado a um acordo no Recife, Brasil.

"As espécies de atum mais capturadas nos Açores são o patudo e bonito. O rabilho é uma pesca relativamente acessória, pelo que esta medida não afecta extraordinariamente os Açores", frisou o presidente da federação.

Liberato Fernandes considerou, no entanto, que esta medida "não vai ser eficaz" na preservação da espécie, porque "penaliza por igual os pescadores que adoptam artes de pesca selectiva, sem responsabilidades na delapidação dos recursos".

Segundo este responsável, a diminuição da quantidade de atum-rabilho "está relacionada com as artes predadoras, que utilizam o grande cerco" e recorrem a "meios aéreos para detecção e captura" desta espécie, que tem grande valor comercial.

"Em vez de estabelecer quotas, a Comissão Europeia devia investir no aumento da selectividade das artes de pesca", defendeu Liberato Fernandes.

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