Açoriano Oriental
Covid-19
Reabertura da economia na Madeira "incompatível" com relaxamento das medidas

O presidente do Governo da Madeira defendeu que a reabertura gradual da economia exige uma atitude de responsabilidade cívica dos cidadãos, sendo “incompatível” com o relaxamento das medidas profiláticas para combater a pandemia da covid-19.

Reabertura da economia na Madeira "incompatível" com relaxamento das medidas

Autor: Lusa/AO Online

“Esta reabertura gradual da economia tem que ser compatível com um atitude de responsabilidade cívica dos cidadãos, de compromisso perante o interesse coletivo que é a preservação da saúde de todos”, frisou Miguel Albuquerque na inauguração das obras de ampliação e requalificação do centro de saúde da Nazaré, na freguesia de São Martinho, no Funchal.

O governante madeirense relembrou que a crise pandémica “está a afetar todo o mundo” e que os últimos dados registados nos diversos países evidenciam estar a ocorrer uma “segunda vaga”.

Por isso, vincou que este cenário “não é compatível com uma atitude de relaxamento” e que as medidas profiláticas que têm de continuar a ser praticadas, nomeadamente, “higiene, distanciamento social, de contenção nos ajuntamento e no uso da máscara, sobretudo em lugares fechados” são fundamentais “para continuar a garantir na Madeira a salvaguarda da saúde pública”.

O chefe do executivo madeirense destacou que a região “está a ter uma atitude de grande precaução”, referindo que já foram realizados mais de 125 mil testes (100 mil no laboratório do Serviço de Saúde da Madeira e 25 mil em unidades no continente).

“E este condicionamento tem que se manter, temos de ter cuidado no conjunto de atitude profiláticas e preventivas”, sustentou, reforçando que “a prioridade é a salvaguarda da saúde dos madeirenses e porto-santenses em todas as circunstâncias”.

Miguel Albuquerque assegurou que o governo madeirense “vai continuar a trabalhar, porque agora houve a reabertura das escolas”, considerando ser “um risco” que vai continuar a existir na região, porque representa um universo composto por 6.000 professores e 43 mil alunos.

Recordando que têm surgido focos de infeção em escolas no território continental e nos Açores, enfatizou ser necessário “ter todo o cuidados no sentido de garantir que as infraestruturas de ensino da Madeira continuem a funcionar em termos presenciais”.

O presidente do Governo da Madeira realçou também que tem existido uma aposta no aumento da “capacidade de resposta para ir alargando os cuidados primários saúde na região e, ao mesmo tempo, investir nas medidas profiláticas e necessárias para a região ter capacidade de resposta face a esta pandemia”.

“Isto não acabou. Vamos a meio de uma corrida de fundo e temos de manter uma atitude corajosa, determinada e de responsabilidade face aquilo que estamos a enfrentar”, opinou.

O centro de saúde da Nazaré, que tem o nome do Dr. Rui Adriano, existe há 20 anos e serve o maior bairro social da região e a freguesia de São Martinho, no Funchal, e foi alvo de obras de ampliação e requalificação no valor de 1,8 ME.

As antigas instalações ocupavam 1.340 metros quadrados e foram ampliadas em 852 metros quadrados, tendo as obras decorrido de forma faseada, durante 14 meses.

Este centro tinha, em 31 de agosto deste ano, um total de 32.192 utentes inscritos, o que corresponde a 121,56% dos residentes na área da freguesia, um facto que foi destacado na cerimónia pela presidente do conselho de administração do Serviço Regional de Saúde (SESARAM), Rafaela Fernandes, a qual assegurou que “o objetivo é melhorar a capacidade de resposta à população”.


 
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