PSD/Graciosa acusa Governo dos Açores de "fraude política" e de não cumprir promessas

PSD/Graciosa acusa Governo dos Açores de "fraude política" e de não cumprir promessas

 

Lusa/AO Online   Regional   1 de Mar de 2019, 17:44

O PSD da ilha Graciosa acusou o Governo Regional dos Açores de "fraude política" por não ter cumprido a promessa de criar uma marina na ilha, uma das duas no arquipélago que não tem esta infraestrutura.

"A fraude política de fazer uma obra na baía da Barra, para ali instalar uma marina, foi agora descoberta pelo presidente do Governo que diz que não vamos ter o Porto de Recreio apesar da obra ficar feita", adiantou a Comissão Política da Ilha Graciosa do PSD, em comunicado de imprensa.

As acusações surgem na sequência de uma visita estatutária do executivo açoriano à ilha Graciosa, que decorreu de terça a quinta-feira.

Questionado numa reunião com o Conselho de Ilha sobre a possibilidade de construção de um porto de recreio na Graciosa, o presidente do executivo açoriano, Vasco Cordeiro, admitiu não ser uma prioridade do Governo Regional, esclarecendo que o investimento feito na zona onde chegou a estar prevista a construção de uma marina foi feito apenas com o intuito de proteção e estabilização da zona costeira da Barra.

O governante destacou como prioridade as "questões de segurança", referindo que "começam a ser conhecidos os efeitos do último temporal que assolou os Açores, nomeadamente com danos em algumas infraestruturas que têm a prioridade das prioridades do ponto de vista de investimento para repor essas condições de segurança".

O PSD salientou, no entanto, que a marina era prometida "há uma década", lamentando que a população da Graciosa não tenha "direito às condições dos outros proprietários de embarcações de recreio".

A Graciosa e o Corvo (a ilha mais pequena do arquipélago) são as únicas duas ilhas nos Açores que não têm marina.

Vasco Cordeiro anunciou também na visita estatutária que a companhia aérea açoriana SATA iria passar a ligar a Graciosa à ilha de São Miguel uma vez por semana, entre junho e setembro, em resposta às reivindicações do Conselho de Ilha.

Para os social-democratas, a realização de "apenas uma ligação semanal" é "para que se diga que é melhor do que nada".

"O Governo nada foi capaz de dizer sobre as dificuldades de mobilidade de pessoas e carga e sobre os problemas que a Graciosa continua a sentir nos transportes marítimos, ou acerca das necessidades de mais voos no Carnaval com antecedência e divulgação conforme foi aprovado por proposta do PSD na Assembleia Regional", acusaram.

A Comissão Política da Ilha Graciosa do PSD criticou ainda o executivo socialista por anunciar a construção de uma nova gare de passageiros no Porto das Praia e de uma zona de lazer no Carapacho, depois de ter chumbado propostas nesse sentido apresentadas pelos social-democratas em 2017 e 2018.

O Governo Regional anunciou, por outro lado, a abertura de 38 vagas na administração pública regional na Graciosa, mas para os social-democratas ficou por perceber "quantas das vagas anunciadas são para quem não esteja já a desempenhar as funções que correspondem às necessidades permanentes identificadas".



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