Política

PSD exige respostas a denúncias na área da saúde

PSD exige respostas a denúncias  na área da saúde

 

Lusa/AO online   Regional   23 de Out de 2009, 15:35

O PSD de S. Miguel criticou sexta-feira o presidente do Governo Regional dos Açores pelas declarações que proferiu sobre o Delegado de Saúde de São Miguel, exigindo esclarecimentos sobre a denúncia de falência do sistema de saúde pública.

“O PSD condena este tipo de procedimento do presidente do governo regional e exige respostas sobre a falência ou não do sistema de saúde pública, o nível de propagação da gripe A e a qualidade dos meios à disposição do Serviço Regional de Saúde”, refere um comunicado da Comissão Política de Ilha de S. Miguel.

Em causa estão as declarações feitas quinta-feira pelo presidente do Governo Regional, Carlos César , que criticou o “mediatismo” do delegado de Saúde de S. Miguel e anunciou que apenas não o demite porque ele terá que cessar funções quando entrar em vigor a reforma da legislação regional de saúde pública.

As críticas do presidente do executivo regional surgiram depois de Mário Freitas ter denunciado a “falência” do sistema de saúde pública, considerando “preocupante” o elevado número de casos de Gripe A registados em S. Miguel.

Para os social-democratas, “em vez de dar respostas e encontrar soluções para os problemas denunciados, o presidente do governo regional apenas se preocupa em anunciar medidas para demitir o delegado de Saúde Pública de S. Miguel, nomeado por ele próprio”.

“Perante a denúncia de falência do sistema de saúde pública, o governo regional faz de conta que não conhece a pobre realidade com que os açorianos se deparam quando necessitam de cuidados de saúde”, refere o comunicado do PSD.

No mesmo sentido, acrescenta que “perante a denúncia de que a Gripe A atinge 25 por cento da população de S. Miguel, o governo regional nada faz e ‘lava as mãos’ como se nada tivesse a ver com a política de saúde na região”.

Os social-democratas criticam ainda a falta de resposta às denúncias de “falta de coordenação no sistema de saúde pública” e de “incapacidade da Secretaria Regional da Saúde para fazer cumprir orientações comuns a todas as unidades de saúde”.

“O governo regional socialista convive mal com as instituições e personalidades ligadas aos sectores da saúde que não alinham pelo discurso oficial de que tudo vai bem”, denuncia o PSD.


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