PSD acusa PS de condenar famílias açorianas


 

Lusa/AO online   Regional   14 de Set de 2008, 11:17

O líder do PSD/Açores acusou este sábado os socialistas de "condenarem à pobreza eterna" as famílias açorianas que recebem o Rendimento Social de Inserção, um apoio que "não combate as causas", apenas minimiza as consequências.

. "Se nada for feito, os filhos dos que hoje recebem o Rendimento Social de Inserção (RSI) vão continuar a receber este apoio", afirmou Costa Neves, ao defender que este tipo de ajuda deve ser dada por períodos transitórios.
O presidente do PSD/Açores falava, na noite de sábado, durante a apresentação dos candidatos sociais-democratas a deputados pelo círculo da ilha de São Jorge às eleições de 19 de Outubro para o parlamento açoriano.
Segundo Costa Neves, as causas da pobreza são a dependência do álcool, da droga, baixos salários, falta de qualificação e de força interior.
Para o líder regional dos sociais-democratas, que frisou estar muito atento aos mais vulneráveis, o pagamento do RSI deveria obrigar a uma contrapartida por parte dos beneficiário, já que este é um apoio social pago por todos os contribuintes.
Alegando que o projecto do PSD para o Açores passa por relançar a economia para dar melhores condições de vida às pessoas, Costa Neves afirmou que ao fim de doze anos de governação o PS/Açores está "arrogante e invade o espaço das pessoas e instituições com um poder opressivo".
"Aos socialistas o que interessa é reforçar o seu poder", assegurou Costa Neves, alegando que este objectivo está a ser feito através do uso do dinheiro que é de todos, pela ocupação do topo da administração pública regional por comissários políticos e distribuição de doses massivas de propaganda.
No entanto, o líder o PSD/Açores garantiu que os resultados da governação socialista na região são "pobres", apontando como exemplo o facto de o salário médio nacional dos trabalhadores por conta de outrem ser de 737 euros, enquanto nas ilhas não vai além dos 629 euros, o que representa uma diferença de 15 por cento.
Sublinhando que "é necessário fazer mais e melhor pelos Açores", Costa Neves comprometeu-se, ainda, a fazer uma campanha eleitoral para expor "as excelentes ideias do partido" e deixar de lado o folclore.
"A campanha eleitoral comigo não será uma mera sucessão de actos mais ou menos folclóricos em que se gasta o que se tem e não tem", afirmou Costa Neves, ao lembrar que para escolher o eleitorado tem de conhecer as propostas dos vários partidos que concorrem às regionais de 19 de Outubro


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