Procuradoria suíça investiga outras cinco pessoas no caso do incêndio que matou 41 pessoas

A procuradoria de Valais, Suíça, anunciou que cinco atuais e antigos funcionários da Câmara Municipal de Crans-Montana, incluindo o presidente, estão a ser investigados pelo incêndio ocorrido num bar, que matou 41 pessoas e feriu 116



O Ministério Público do cantão Valais recusou fornecer mais pormenores, mas uma fonte próxima do caso confirmou à agência de notícias AFP informações publicadas na imprensa suíça, indicando que o presidente da câmara, Nicolas Féraud, está entre os investigados.

A investigação por "incêndio criminoso por negligência, homicídio culposo por negligência e ofensas corporais graves por negligência" abrange agora nove pessoas, incluindo os proprietários franceses do bar, o atual responsável pelo segurança de Crans-Montana e o seu antecessor.

Pelo menos 41 pessoas morreram e outras 116 ficaram feridas, muitas com gravidade, no incêndio que atingiu o bar ‘Le Constellation', na cidade suíça de Crans-Montana, uma estância de esqui nos Alpes, na noite de Ano Novo.

O incêndio no bar, que atingiu sobretudo adolescentes e jovens adultos, foi provocado, segundo a investigação, por faíscas de velas de fonte que incendiaram a espuma de isolamento acústico no teto do estabelecimento.

A investigação procura apurar as circunstâncias exatas do incêndio, se os proprietários cumpriram as normas de segurança e as várias responsabilidades envolvidas.

A autarquia admitiu não ter realizado inspeções de segurança e de incêndio no estabelecimento desde 2019, apesar de obrigatórias anualmente.


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