Açoriano Oriental
PSD/Açores quer ativação do fundo de compensação dos pescadores

O PSD/Açores defendeu a "ativação imediata" do fundo de compensação salarial dos pescadores, o Fundopesca, para responder às reduções de rendimento que os pescadores têm registado por causa do mau tempo.

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Foto: Açoriano Oriental/Ana Carvalho Melo
Autor: Lusa/AO online

Em causa estão “inúmeras baixas de rendimento que os pescadores têm vindo a sofrer devido às más condições climatéricas que há mais de um semana se fazem sentir nos Açores", afirma, em comunicado, o deputado na assembleia regional Jaime Vieira, para justificar "uma ativação imediata" do fundo.

O Fundo de Compensação Salarial dos Profissionais da Pesca (Fundopesca) da região foi criado em 2002, com o objetivo de atribuir uma compensação salarial aos pescadores dos Açores em determinadas situações que os impeçam de exercer a sua atividade, como é o caso do mau tempo.

O deputado social-democrata afirma que os pescadores vivem uma "situação de emergência", tendo em conta que "muitos já não vão para o mar há mais de um mês", pelo que é "incompreensível" que o fundo não tenha sido ativado "numa altura que os Açores foram atingidos por duas tempestades".

"Esta é mais uma prova de que a atual legislação do Fundopesca não abarca o que deveria ser a verdadeira essência de um fundo de compensação salarial para os pescadores açorianos, pois a sua ativação é sempre muito morosa e, mesmo depois dessa ativação, os pescadores esperam imenso até receberem a compensação", considera Jaime Vieira, defendendo que os pescadores já deveriam ter sido compensados de forma a assegurar o sustento das famílias enquanto estão sem rendimento.

Em 16 de dezembro, a Proteção Civil dos Açores alertou para o agravamento do estado do tempo nas nove ilhas do arquipélago, com previsão de vento, chuva e agitação marítima.

No dia 19, a depressão Elsa atravessou o arquipélago, provocando 19 ocorrências em cinco ilhas, sem, contudo, se registarem feridos ou estragos avultados.

Uma nova depressão passou pelos Açores em 24 de dezembro, provocando um aumento da intensidade da chuva e do vento nesse dia.

Já no passado fim de semana, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou que prevê mau tempo nos Açores no fim do ano devido à passagem de uma superfície frontal fria, sobretudo nas ilhas do grupo Ocidental (Flores e Corvo), muita nebulosidade e períodos de chuva, com o vento a soprar com rajadas até 100 quilómetros por hora.


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