Açoriano Oriental
PS reúne-se em jornadas parlamentares em Setúbal para debater “desafios estratégicos”

O PS reúne-se em jornadas parlamentares a partir da próxima terça-feira em Setúbal, que serão encerradas na quarta-feira pelo líder socialista, António Costa, e em que estarão em debate os "desafios estratégicos" para o país na presente legislatura.

article.title

Foto: MARIO CRUZ/LUSA
Autor: Lusa/AO Online

As primeiras Jornadas Parlamentares do PS da presente legislatura começam na terça-feira com um almoço em que estará presente o ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno, e que antecede a abertura formal dos trabalhos pela líder da bancada socialista, Ana Catarina Mendes.

Ainda nessa terça-feira, está previsto também previsto ao jantar um discurso a cargo do presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues.

Ao longo de dois dias, além de António Costa e de Mário Centeno, vão passar pelas Jornadas Parlamentares do PS os ministros de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, de Estado e da Economia, Pedro Siza Vieira, e do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

Mariana Vieira da Silva vai participar na terça-feira à tarde num debate sobre demografia e combate às desigualdades, em que estarão também presentes os professores universitários do ISEG Carlos Farinha Rodrigues (combate à pobreza) e João Peixoto (demografia).

Na quarta-feira de manhã, com os ministros Pedro Siza Vieira e João Pedro Matos Fernandes, serão abordados os dois restantes "desafios estratégicos" inerentes aos programas eleitoral do PS e do Governo: A transição digital e as alterações climáticas. A bancada do PS convidou para estes dois debates Domingos Guimarães (‘starups’) e Ricardo Campos (presidente do Fórum Energia e Clima).

Em declarações à agência Lusa, Ana Catarina Mendes afirmou que, com estas Jornadas Parlamentares do PS, se pretende sobretudo "olhar para os quatro anos da legislatura, para a estabilidade política que é precisa, para se conseguir concretizar o programa proposto aos portugueses" nas últimas eleições legislativas.

"O programa eleitoral do PS, que tem tradução no programa do Governo, está fundado em quatro desafios estratégicos. E vamos demonstrar como este primeiro Orçamento do Estado da presente legislatura responde já a um conjunto significativo de problemas, desde o combate à pobreza, até ao desafio das alterações climáticas, passando pela transição digital", disse.

Em reflexão entre os deputados socialistas, de acordo com Ana Catarina Mendes, estarão respostas a questões como a de se saber como se vai organizar o mercado de trabalho numa sociedade cada vez mais digitalizada.

Ou seja, "saber como se deve dar competitividade às empresas e, por outro lado, proteger os trabalhadores", completou a presidente do Grupo Parlamentar do PS.

No domínio das alterações climáticas, Ana Catarina Mendes advogou que a aposta nas energias renováveis, por parte dos governos socialistas, vem já dos executivos liderados por José Sócrates (2005/2011).

"Neste momento, temos condições para ter bons projetos na área das energias renováveis e vamos cumprir metas de descarbonização até 2030. Mas considero que o combate às desigualdades é o desafio chapéu de todos, é mesmo o desafio estratégico maior", sustentou a líder da bancada socialista.

Ana Catarina Mendes defendeu então a tese segundo a qual uma boa política nas alterações climáticas combate também a pobreza, "porque os mais vulneráveis são os mais penalizados" socialmente.

"Se for feita uma boa política de trabalho, quer nas prestações sociais, quer na proteção do emprego, está-se a dar uma resposta importante no âmbito de uma sociedade digital. E caso se olhe para as famílias mais jovens, dando-lhes por exemplo apoio para creches gratuitas, também se combate as desigualdades. As desigualdades não são um desafio por si só, mas são o chapéu de todos estes desafios para uma sociedade com justiça social", acrescentou.


Regional Ver Mais
Cultura & Social Ver Mais
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.